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sexta-feira, junho 26, 2026

Polícia mira quadrilha ligada ao Faraó dos Bitcoins após fraude de R$ 320 milhões

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A Polícia Civil (PCRJ) e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Pecunia Obscura nesta quarta-feira (4) contra uma rede de fraudes com elo direto com o “Faraó dos Bitcoins“. A ação busca desarticular um grupo suspeito de roubar cerca de 320 milhões de reais de empresas de tecnologia e ocultar o capital ilícito.

Os promotores de justiça identificaram o envio de altos valores para o exterior por meio de plataformas de criptomoedas. O uso da tecnologia serviu como um mecanismo para dificultar o rastreio das transações pelas autoridades de controle financeiro.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou um volume de dinheiro atípico nas contas dos investigados ao longo de cinco anos. O relatório apontou transferências a favor da empresa GAS Consultoria.

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A companhia pertence a Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”. O empresário está preso sob a acusação de comandar esquemas de pirâmide com ativos virtuais no Brasil.

O tamanho da ofensiva nas ruas

A operação mobiliza delegacias especializadas para o cumprimento de quatro mandados de prisão e 23 ordens de busca e apreensão. A Justiça autorizou o bloqueio de 150 milhões de reais em contas bancárias e o sequestro de imóveis dos suspeitos.

Os agentes prenderam três pessoas nas primeiras horas da manhã. As equipes percorrem endereços nas cidades de Armação dos Búzios, Saquarema e Araruama, além de alvos em Niterói, em São Gonçalo e em bairros da capital fluminense.

A quadrilha possui ramificações fora do território carioca. A ofensiva ocorre em formato integrado com as forças de segurança de Minas Gerais e do Maranhão para fechar o cerco contra os líderes do esquema.

Prisões no Nordeste e a origem do crime

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) prestou apoio tático e cumpriu mandados na região da Grande Ilha. Os policiais prenderam dois homens em bairros da cidade de São José de Ribamar.

Um dos suspeitos possuía ordem de prisão em aberto e acabou detido em um condomínio. O segundo alvo foi preso em flagrante por posse de munição de uso restrito durante a revista dos agentes em sua casa.

A apuração começou em março de 2021 após uma empresa denunciar um desvio inicial de um milhão de reais. Os criminosos exploraram uma falha no sistema de uma corporação financeira com o uso de documentos falsos.

O inquérito acusa os integrantes de organização criminosa, de estelionato e de falsificação de registros públicos. O grupo usou dezenas de empresas de fachada para lavar o dinheiro roubado por meio de depósitos fracionados em espécie.





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