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sábado, agosto 15, 2026

PF desarticula quadrilha focada em fraude eletrônica manda bloquear R$ 30 milhões em corretoras de bitcoin e criptomoedas

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou a Operação Ouroboros na sexta-feira (14) e a ofensiva cumpriu mandados de prisão e de busca contra um grupo focado em fraudes eletrônicas na cidade de Porto Velho.

Os agentes miraram uma estrutura desenhada para a lavagem de capitais roubados de instituições financeiras do país.

O esquema criminoso é suspeito de utilizar corretoras de criptomoedas para esconder os fundos ilícitos desviados das contas das vítimas originais.

As investigações apontam perdas financeiras na casa dos R$ 30 milhões em apenas um dos episódios apurados em 2025.

Desta forma, o poder judiciário autorizou a apreensão de bens para garantir a devolução do capital roubado pelas quadrilhas.

Operação policial bloqueia saldo em criptomoedas de fraudadores

A PF apurou que os suspeitos aliciavam pessoas comuns para a cessão de dados bancários e recebimento do dinheiro sujo oriundo dos roubos.

Essa tática de pulverização dificultava o rastreio do capital pelas autoridades de segurança nos primeiros dias dos crimes.

Após a coleta dos valores fraudados, os criminosos compravam criptoativos para apagar o rastro das transações bancárias. O retorno do dinheiro para a economia formal ocorria através de contas controladas pelos líderes da facção criminosa.

O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia expediu vinte e seis ordens judiciais para a ação policial.

As ordens englobam oito prisões preventivas e dezoito buscas em endereços residenciais ligados aos membros da organização.

Expedidas pela segunda vara de garantias, as ordens focaram na interrupção do fluxo de dinheiro ilegal nas ruas.

Congelamento judicial atinge veículos e contas de integrantes

Além de atingir as contas em corretoras, a lei ordenou o sequestro de carros e de embarcações dos investigados. O bloqueio de cifras em instituições tradicionais também possui um teto de retenção fixado em R$ 30 milhões.

Diversos órgãos prestaram apoio para o sucesso das buscas e das capturas dos alvos estipulados pelos juízes estaduais.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/RO) ajudou no cumprimento das exigências na capital.

Batalhões da Polícia Militar de Rondônia forneceram suporte de choque para a entrada das equipes nos locais fechados.

Delegacias capacitadas da Polícia Civil (PC/RO) somaram força policial para desarticular por completo a rede de lavagem de capitais.

A coalizão da Força Integrada reúne membros da corporação federal e de frentes penais para sufocar organizações complexas.

Esse modelo de parceria agiliza a troca de informações sigilosas sobre infrações elaboradas com o uso de criptomoedas.





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