Com uma programação própria dentro da Expert XP 2026, a Nomos criou o Drill para reunir clientes, assessores, influenciadores, gestores e até concorrentes em discussões que ultrapassam o trading.
O espaço levou ao evento temas como alocação, conteúdo e planejamento patrimonial, reforçando a intenção da empresa de apresentar uma atuação mais ampla do que as operações de curto prazo.
Bruna Allemann, economista e head de conteúdo e experiência da Nomos, e Paulo Hegg, diretor de assessoria da empresa, concederam uma entrevista ao InfoMoney na Expert XP 2026.
Eles explicaram por que a Nomos criou um ambiente híbrido de conteúdo e como o relacionamento iniciado pelo trading pode avançar para investimentos, preservação patrimonial, aposentadoria e planejamento sucessório.
Espaço dentro da Expert
Essa proposta mais abrangente orientou a presença da Nomos na Expert XP.
Em vez de limitar a participação da MARCA a uma vitrine voltada para traders, a empresa montou uma programação própria para expor outras frentes de atuação e aprofundar sua relação com diferentes públicos.
“Na verdade, a história da Nomos se funde muito com a Expert”, afirma Bruna.
A ligação ganhou força no ano anterior, quando a empresa associou sua MARCA como a primeira patrocinadora do Arena Trader.
A iniciativa reforçou a origem ligada à renda variável e preparou o terreno para ampliar o discurso nesta edição, sem abandonar o posicionamento construído no trading.
“Nós fomos os primeiros a patrocinar a Arena Trader dentro do nosso posicionamento de nos tornarmos a maior e melhor assessoria voltada para a renda variável do Brasil”, recorda.
Neste ano, porém, a companhia decidiu criar um ambiente de conteúdo dentro do próprio evento.
Chamado de “drill”, o espaço abriu a programação para temas que ultrapassam as operações e ajudou a materializar a proposta de acompanhar o cliente em diferentes decisões financeiras.
“A gente quis fazer diferente ainda, trazendo um conteúdo inovador”, relata.

Transparência amplia alcance
O público pretendido também rompeu a fronteira da base de clientes.
A programação foi desenhada para receber profissionais ligados à Nomos, pessoas atendidas pelo escritório e até outras casas do setor, formando um ambiente híbrido de networking e posicionamento.
“Quem vai na Expert? Para a gente, vão todos — o cliente, o assessor, os nossos concorrentes. Então porque não fazer um espaço híbrido?”, declara Bruna.
Ao abrir o espaço para interlocutores distintos, a Nomos buscou responder a uma cobrança que, segundo Bruna, alcança também o mercado trader.
Por isso, o conteúdo passou a funcionar como apresentação da MARCA e exposição de suas conexões e propostas.
“Nós estamos posicionados dentro do mercado trader, mas eu posso falar para eles que eu converso sobre tudo”, explica Bruna.
“Então, a gente trouxe não só o trader. Trouxe o cliente para conversar, o nosso influenciador sobre marketing de conteúdo, gestores para falar com clientes de alocação — ou com os próprios assessores que querem entender mais —, porque nosso maior ativo é ter pessoas extremamente qualificadas para essa conversa”, prossegue.
Por fim, os painéis reuniram influenciadores para discutir marketing de conteúdo, gestores para tratar de alocação e parceiros apresentados ao mercado, além de atender assessores interessados em ampliar conhecimento.
A mistura resume a imagem que a Nomos pretende consolidar após construir sua reputação na renda variável. “Nós somos o trading, mas nós somos muito mais que isso”, enfatiza Bruna.
Além do trading
A diversidade do Drill reflete a forma como a Nomos enxerga o próprio cliente.
Independentemente da porta de entrada — seja o trading, a assessoria de investimentos ou outra demanda específica —, o foco é compreender o contexto completo de cada investidor.
“A primeira coisa que fazemos — e a mais importante — é entender o perfil do cliente e o que ele busca”, afirma Hegg.

Por outro lado, o trading ajuda a empresa a perceber quando o cliente procura apenas operações ou também necessita organizar o patrimônio. Essa leitura sustenta a variedade de temas apresentada no Drill e aproxima o conteúdo do planejamento financeiro.
“Tem o cliente que, às vezes, ele vem pelo trade, mas, na verdade, ele quer algo a mais, como a preservação de patrimônio de longo prazo. Quando a gente mapeia isso, conseguimos entender o objetivo do cliente”, explica Hegg
Assim, a presença de gestores e os debates sobre alocação no Drill ajudam a explicar por que o espaço não ficou restrito às operações.
A programação conecta a origem da empresa no trading à necessidade de discutir a vida financeira do cliente de maneira mais ampla. “Até mesmo porque até o trader tem que ter o seu patrimônio preservado também”, enfatiza Bruna.




