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segunda-feira, agosto 10, 2026

Ibovespa perde força e acende alerta de queda; Wall Street renova recordes

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Os mercados encerraram a última semana com sinais distintos. No Brasil, o Ibovespa voltou a ganhar força vendedora, caiu 3,08% e terminou aos 172.513 pontos, interrompendo duas semanas consecutivas de alta. O índice rompeu as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando o risco de continuidade da queda caso perca a região de 172.130/169.665 pontos. O dólar futuro também recuou, mas segue entre as médias de 9 e 21 períodos, sem uma direção claramente definida.

Em Wall Street, o movimento permanece favorável aos compradores. A Nasdaq acumula alta de 5,19% em agosto e se aproxima novamente da máxima histórica de 27.190 pontos. O S&P 500, por sua vez, completou a segunda semana consecutiva de valorização e renovou seu recorde nos 7.791 pontos, mantendo-se acima das médias móveis.

O Bitcoin tenta sustentar uma recuperação desde o suporte em US$ 57.800, mas ainda negocia abaixo dos US$ 70.000 e dentro de uma tendência principal de baixa.

Análise técnica do Ibovespa

No gráfico diário, observo que o Ibovespa permanece em tendência de baixa no curto prazo. Depois de ensaiar uma recuperação, o índice voltou a registrar forte pressão vendedora na última semana, quando recuou 3,08%, aos 172.513 pontos, interrompendo duas semanas consecutivas de valorização.

Na última sessão, o Ibovespa caiu 1,73% e rompeu as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, movimento que reforça a possibilidade de continuidade das baixas. Em 2026, o índice ainda acumula valorização de 7,07%, mas perdeu força após chegar a avançar mais de 23% no topo do ano. A máxima histórica foi registrada em abril, nos 199.354 pontos. O IFR (14), em 43,04, permanece na zona neutra.

Para recuperar força compradora, considero necessário superar a região de resistência em 175.790/178.720/181.560 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos aparecem em 187.780/192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica de 199.354 pontos.

Do lado vendedor, acompanho inicialmente os suportes em 172.130/169.665 pontos e, principalmente, nos 167.690 pontos. A perda dessa região poderá ampliar o fluxo de baixa, com objetivos em 164.780/161.745 pontos e, em um movimento mais amplo, nos 157.000 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do Dólar

No gráfico diário do dólar futuro, observo uma leve retomada da pressão vendedora. O contrato recuou 0,14% na semana e caiu 0,62% na última sessão, encerrando aos 5.110 pontos.

O ativo permanece entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que exige atenção aos próximos movimentos. Recentemente, o dólar chegou a testar a média de 200 períodos, mas não encontrou força para rompê-la e voltou a cair. O IFR (14), em 47,18, está na zona neutra.

Para dar continuidade ao movimento de baixa, o contrato precisa perder o suporte em 5.046/4.992 pontos. Nesse cenário, os próximos objetivos ficam em 4.910/4.842 pontos, com alvo mais longo em 4.798,5/4.752,5 pontos.

Para recuperar força compradora, considero necessário superar inicialmente as médias móveis e a resistência em 5.158,5/5.258 pontos. Acima dessa região, projeto objetivos em 5.383,5/5.446 pontos e, posteriormente, nos 5.614 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica da Nasdaq

Na Nasdaq, observo um forte movimento de recuperação na última semana. O índice avançou 1,30% na sessão mais recente, aos 26.690 pontos, e permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo aberta a possibilidade de um novo teste da máxima histórica.

Em agosto, a Nasdaq acumula valorização de 5,19%, após encerrar dois meses consecutivos no campo negativo. Para prolongar o movimento comprador, precisa superar inicialmente os 26.740 pontos e, na sequência, a máxima histórica de 27.190 pontos.

O rompimento desse topo abrirá espaço para objetivos em 27.545/27.895 pontos e, posteriormente, em 28.330/29.000 pontos.

No campo vendedor, acompanho os suportes em 26.085/25.700 pontos. A perda dessa região poderá levar o índice até 25.260/24.425 pontos. Abaixo desse intervalo, a pressão vendedora tende a ganhar força, com possível objetivo nos 24.200 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise técnica do S&P 500

O S&P 500 completou a segunda semana consecutiva de valorização e renovou sua máxima histórica nos 7.791 pontos. No gráfico diário, observo que o índice permanece acima das médias móveis e sustenta uma estrutura favorável à continuidade do movimento comprador.

Em agosto, o S&P 500 acumula alta de 3,70% e está cotado a 7.750 pontos. Para prolongar o avanço, precisa superar a máxima histórica de 7.791 pontos. Acima desse nível, projeto objetivos em 7.955/8.110 pontos e, posteriormente, em 8.325/8.605 pontos.

Do lado vendedor, considero importante acompanhar a região de 7.695/7.615 pontos. A perda dessa faixa poderá abrir espaço para uma correção até 7.515/7.285 pontos. Caso esses suportes também sejam rompidos, o índice poderá buscar os 7.222 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise do Bitcoin

No gráfico diário, observo que o Bitcoin ainda negocia dentro de uma tendência de baixa, embora apresente recuperação desde o teste do suporte em US$ 57.800. O ativo está acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas mantém um movimento mais lateral e continua abaixo dos US$ 70.000.

Para transformar essa reação em uma recuperação mais consistente, considero necessário superar a resistência em US$ 67.292/US$ 70.465. Se houver rompimento, os próximos objetivos ficam em US$ 74.450/US$ 78.200, com alvo mais longo nos US$ 82.850.

Em contrapartida, a perda da região de US$ 61.300/US$ 57.800 poderá intensificar o movimento de baixa. Nesse cenário, os suportes seguintes aparecem em US$ 52.550/US$ 49.000, com objetivos mais longos em US$ 43.880/US$ 38.555.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

IFR (14) – Ibovespa

O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.

Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

Guias de análise técnica:



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