O Ibovespa Futuro opera em alta nos primeiros negócios desta terça-feira, com investidores concentrados na divulgação de diversos balanços no final do dia, enquanto no exterior o mercado mostrava ceticismo de que a guerra entre Estados Unidos e Irã será resolvida rapidamente através da diplomacia. Às 9h07 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto tinha alta de 0,93%, aos 180.310 pontos.
Divulgam seus resultados após o fechamento do mercado Itaú Unibanco (ITUB4), Gerdau (GGBR4), C&A (CEAB3), Iguatemi (IGTI11), RD Saúde (RADL3) e Prio (PRIO3).
Em indicadores, a produção industrial recuou –1,8% frente a maio, segundo resultado negativo consecutivo do ano. Em relação a junho de 2025, a indústria cresceu 1,7%, após variação de 0,2% em maio. O acumulado no ano mostrou expansão de 1,5%, enquanto nos últimos 12 meses, avançou 0,7%.
No exterior, as ações avançavam, mas a alta dos preços do petróleo evidenciava o ceticismo quanto a uma resolução do conflito no Oriente Médio.
Sinais contraditórios dos Estados Unidos e do Irã aumentavam a incerteza, enquanto o mais recente ataque a embarcações no Estreito de Ormuz destacou os riscos para os fluxos globais de energia.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 1,13%, S&P Futuro avançava 0,34% e Nasdaq Futuro tinha valorização de 1,15%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar futuro operava com baixa de 0,20%, aos R$ 5,115.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção definida nesta terça, com as ações sul-coreanas liderando os ganhos na região.
O iene desvalorizou-se 0,2%, para 157,39 por dólar, na terça-feira, após ter-se valorizado nas sessões anteriores. O Ministério das Finanças do Japão informou nesta segunda-feira que realizou uma operação coordenada de compra de ienes com o Tesouro dos EUA na sexta-feira, marcando uma rara ação conjunta dos dois aliados para conter as fortes oscilações da moeda japonesa.
Os preços do petróleo sobem ligeiramente, após tombo na sessão anterior, devido a preocupações de que o fornecimento do Oriente Médio permaneça em risco, já que uma resolução diplomática para a guerra entre EUA e Irã, que interrompeu os embarques, ainda parece improvável.
As cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho, com o excesso de oferta persistente continuando a pressionar o mercado, embora as perdas tenham sido limitadas por sinais emergentes de estabilização da produção das siderúrgicas chinesas.
(Com Reuters)




