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quarta-feira, agosto 12, 2026

Ibovespa cai pela 6ª vez; até onde pode recuar?

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O Ibovespa encerrou a última sessão em forte queda de 2,50%, aos 167.874 pontos, acumulando o sexto recuo consecutivo. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 167.568 pontos e a máxima de 172.385 pontos. Na minha leitura, o fechamento próximo da mínima, combinado à aceleração das perdas, evidencia o fortalecimento da pressão vendedora e amplia o risco de continuidade do movimento negativo.

No gráfico diário, observo que o Ibovespa permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém o cenário técnico desfavorável. Para reverter esse quadro e retomar a alta, considero necessária uma entrada consistente de força compradora, capaz de superar a região das médias e das resistências em 172.300/175.140/178.720 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 181.560/187.780/192.890 pontos.

Na direção contrária, acompanho o suporte imediato em 167.565 pontos. Caso esse nível seja perdido, o fluxo vendedor poderá ganhar ainda mais intensidade e levar o índice em direção a 161.745/157.000 pontos, com um alvo mais longo em 153.570 pontos. O IFR (14) está em 34,22 pontos, ainda em região neutra, mas já se aproximando da faixa de sobrevenda.

Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa também encerrou abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com certo afastamento em relação a elas, o que reforça a intensidade da queda. 

Para ensaiar uma recuperação, acompanho o rompimento da resistência em 171.335/172.595 pontos. Caso essa região seja superada com entrada de fluxo comprador, os próximos alvos estarão em 174.715/179.350 pontos e, posteriormente, em 180.940/182.870 pontos.

Para dar continuidade ao movimento de baixa, o índice precisa romper o suporte em 167.565/166.295 pontos. A perda dessa faixa, especialmente se acompanhada de aumento do volume vendedor, poderá acelerar a queda em direção a 164.090/163.570 pontos, com um objetivo mais longo na região de 161.745/160.055 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Minicontratos

Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (11/08) em forte queda de 2,34%, aos 168.300 pontos, completando o sétimo recuo consecutivo. 

Na minha leitura, o mini-índice chega ao pregão pressionado após uma sessão dominada pelo fluxo vendedor. Apesar da forte queda, o contrato encerrou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. A perda do primeiro suporte em 168.040/167.565 pontos poderá intensificar a baixa, enquanto a superação da resistência em 168.330/169.130 pontos será necessária para iniciar uma recuperação.

No gráfico de 60 minutos, o cenário permanece fragilizado, uma vez que o contrato terminou abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essa configuração mantém os vendedores em vantagem e reforça a necessidade de cautela enquanto as principais resistências não forem recuperadas.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (11/08) em alta de 0,98%, aos 5.183,5 pontos

Na minha leitura, o minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo, mas perdeu força no fim do pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para esta quarta-feira, considero o rompimento da resistência em 5.191,5/5.202 pontos necessário para a continuidade da alta, enquanto a perda do suporte em 5.181,5/5.165 pontos poderá favorecer uma retomada da pressão vendedora.

O gráfico de 60 minutos também mantém uma configuração positiva, com o ativo acima das médias de 9 e 21 períodos, embora a continuidade do movimento dependa da superação das resistências mais próximas.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos futuros de Bitcoin (BITQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão em alta de 1,26%, aos 331.480 pontos

No gráfico diário, observo que o BITQ26 retomou o fluxo positivo, mas ainda permanece dentro do movimento lateral registrado nas últimas sessões. O contrato negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, embora próximo delas, configuração que mantém o cenário indefinido e exige atenção à capacidade de continuidade da recuperação.

O IFR (14) está em 48,23 pontos, dentro da região neutra e sem indicar condições de sobrecompra ou sobrevenda.

Para retomar o fluxo de baixa, considero necessária a perda do suporte em 321.040/308.250 pontos. O rompimento dessa faixa poderá ampliar a pressão vendedora e abrir espaço para uma correção em direção a 297.350/267.590 pontos e, em um movimento mais prolongado, a 256.920/247.770 pontos.

No campo positivo, uma retomada mais consistente da alta dependerá do rompimento da resistência em 346.790/360.400 pontos. Acima dessa região, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 387.205/405.500 pontos, com alvo mais longo em 424.610/450.815 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Suporte e resistência

Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (12).

IM Points. Fonte: Nelogica.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)



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