O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 0,70%, aos 176.564 pontos, emplacando o segundo avanço consecutivo. Ao longo do pregão, o índice oscilou entre a mínima de 175.326 pontos e a máxima de 178.538 pontos. Na minha leitura, o movimento reforça a tentativa de recuperação, mas a continuidade da alta ainda depende do rompimento de resistências importantes.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que favorece a reação compradora. Para avançar em direção a patamares mais elevados, considero necessário superar a região de 178.540/181.560 pontos. Caso o rompimento seja confirmado, o índice poderá buscar a faixa de 187.780/192.890 pontos.
Por outro lado, a perda dos suportes em 174.040/172.215/169.665 pontos poderá interromper a recuperação e recolocar o mercado em trajetória de baixa. Nesse cenário, os próximos objetivos vendedores estarão em 167.650/164.780 pontos, com um alvo mais longo na região de 161.745/157.000 pontos. O IFR (14) está em 55,87, ainda em zona neutra e sem indicar condições extremas de compra ou venda.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa encerrou a sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo uma configuração favorável à continuidade da alta no curtíssimo prazo.
Para confirmar esse movimento, acompanho o rompimento da resistência em 177.895/178.540 pontos. Acima dessa faixa, os próximos alvos estarão em 179.475/180.940 pontos e, posteriormente, em 182.870/185.585 pontos.
Na direção contrária, a faixa de 175.455/174.040 pontos funciona como o principal suporte imediato. Caso essa região seja perdida com aumento do volume vendedor, o Ibovespa poderá intensificar o movimento de baixa e buscar os suportes em 172.215/169.665 pontos. Em uma correção mais prolongada, o alvo seguinte estará em 167.650/166.295 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (28/07) em alta de 0,59%, aos 177.645 pontos, dando continuidade ao fluxo positivo.
O mini-índice chega ao pregão com viés positivo, embora tenha devolvido parte da forte alta registrada na abertura da última sessão e encerrado ligeiramente abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. A superação da primeira resistência em 177.925/178.610 pontos poderá sustentar a continuidade do movimento comprador, enquanto a perda do suporte em 177.255/176.870 pontos abrirá espaço para uma correção mais intensa.
No gráfico de 60 minutos, o cenário permanece mais favorável aos compradores, com o contrato negociando acima das médias de 9, 21 e 200 períodos. Ainda assim, a continuidade da alta dependerá da entrada de volume para romper as resistências mais próximas.

Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (28/07) em alta de 0,25%, aos 5.131,5 pontos.
O minidólar encerrou a última sessão com fluxo comprador e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, configuração que mantém aberta a possibilidade de continuidade da recuperação. Para esta quarta-feira, considero a resistência em 5.135/5.151 pontos como o primeiro obstáculo para os compradores, enquanto o suporte em 5.123/5.114 pontos será determinante para evitar uma retomada da pressão vendedora.
Já no gráfico de 60 minutos, o ativo também negocia acima das médias de 9 e 21 períodos, reforçando a melhora no curto prazo, mas ainda depende do rompimento das resistências mais próximas para ampliar o movimento comprador.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão em leve alta de 0,13%, aos 328.300 pontos.
No gráfico diário, observo que a leve valorização não foi suficiente para alterar a configuração técnica do contrato, que permanece em movimento lateral nas últimas sessões e ainda inserido em uma tendência de baixa. O BITN26 negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, refletindo um cenário de indefinição no curto prazo. O IFR (14) está em 47,08 pontos, dentro da faixa neutra e sem sinalizar condições de sobrecompra ou sobrevenda.
Para retomar o fluxo vendedor, considero necessária a perda da região de suporte em 319.040/303.860 pontos. O rompimento dessa faixa poderá abrir espaço para uma correção em direção a 293.100/263.780 pontos e, em um movimento mais prolongado, a 253.250/244.235 pontos.
No campo positivo, a continuidade da alta dependerá do rompimento da resistência em 341.840/355.260 pontos. Acima dessa região, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 381.680/399.720 pontos, com alvo mais longo em 418.550/444.385 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (29).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




