O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 0,30%, aos 175.664 pontos, completando o oitavo avanço consecutivo. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 173.893 pontos e a máxima de 176.420 pontos.
Na minha leitura, apesar da valorização moderada, a sequência positiva preserva o domínio do fluxo comprador e mantém o Ibovespa em movimento de recuperação. A máxima da sessão, em 176.420 pontos, passa a funcionar como resistência imediata e será determinante para uma eventual aceleração dos ganhos.
No gráfico diário, observo que o índice permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que favorece a continuidade da alta. Para ampliar o movimento, considero necessária a entrada de força compradora capaz de superar as resistências em 176.420/180.680/187.780 pontos. Acima dessa região, os próximos objetivos estarão em 192.890/199.354 pontos.
Na direção contrária, acompanho os suportes em 172.020/164.835/161.745 pontos. A perda dessa região poderá enfraquecer a recuperação e ampliar o fluxo vendedor, com possibilidade de queda até 157.000 pontos e, em um movimento mais prolongado, 153.570 pontos. O IFR (14) está em 60,79 pontos, permanecendo em região neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa também encerrou acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando o cenário positivo no curto prazo. Para dar continuidade ao avanço, acompanho o rompimento da resistência em 176.420/179.350 pontos.
Caso essa faixa seja superada com entrada de fluxo comprador, os próximos alvos estarão em 180.940/182.870 pontos e, posteriormente, em 185.585/188.165 pontos.
Para retomar o movimento de baixa, o índice precisa perder a região das médias e dos suportes em 173.660/172.980 pontos. Um rompimento acompanhado de maior volume vendedor poderá levar o Ibovespa em direção a 169.330/166.200 pontos, com um objetivo mais longo em 164.835/164.090 pontos.
Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (28/08) em leve queda de 0,05%, aos 177.640 pontos.
O mini-índice encerrou praticamente estável e entre as médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. A perda do primeiro suporte em 177.595/176.910 pontos poderá ampliar a pressão vendedora, enquanto a superação da resistência em 178.415/179.135 pontos será necessária para retomar a alta.
No gráfico de 60 minutos, o posicionamento acima das médias de 9, 21 e 200 períodos ainda preserva uma configuração técnica favorável.

Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (28/08) em alta de 0,35%, aos 5.185 pontos.
O minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo, mas perdeu força ao longo do pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para esta segunda-feira, considero o rompimento da resistência em 5.196,5/5.214 pontos necessário para a continuidade da alta, enquanto a perda do suporte em 5.179,5/5.164 pontos poderá favorecer uma retomada da pressão vendedora.
Já no gráfico de 60 minutos, o ativo negocia entre as médias de 9 e 21 períodos, configuração que indica maior equilíbrio e exige confirmação antes da definição do próximo movimento.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão em queda de 1,74%, aos 410.700 pontos.
No gráfico diário, observo que o BITU26 recuou na última sessão e passou a apresentar um movimento mais lateral após as fortes altas recentes. O contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, com afastamento relevante em relação a elas, enquanto a média de 200 períodos atua como resistência imediata.
O IFR (14) está em 75,25 pontos, dentro da região de sobrecompra. Na minha avaliação, a combinação entre o movimento esticado, o distanciamento das médias e o IFR elevado mantém aberto o risco de uma correção no curto prazo.
Para dar continuidade ao fluxo de baixa, considero necessária a perda do suporte em 401.050/387.130 pontos. O rompimento dessa faixa poderá ampliar a pressão vendedora e abrir espaço para uma correção em direção a 369.655/351.920 pontos e, em um movimento mais prolongado, a 325.795/312.820 pontos.
No campo positivo, a retomada da alta dependerá do rompimento da resistência em 422.535/430.895 pontos. Acima dessa região, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 457.495/472.840 pontos, com alvo mais longo em 514.500/583.200 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta segunda-feira (31).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




