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quarta-feira, setembro 2, 2026

Governo americano derruba botnet usada há anos para roubar criptomoedas

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O Departamento de Justiça americano anunciou nesta terça-feira (1º) uma operação internacional para derrubar uma botnet e malware que infectava computadores desde 2003, há 23 anos. O texto aponta que os ataques permitiam o roubo de criptomoedas.

Além dos EUA, autoridades da Bulgária, Hungria e Romênia também participaram da operação ao lado de empresas do setor privado como CrowdStrike e Shadowserver Foundation.

Também nesta semana, em outro anúncio, os EUA revelaram um confisco de US$ 560 milhões em criptomoedas doadas ao Hamas. As ações mostram o interesse americano em combater crimes com criptomoedas.

Hackers estavam focando no roubo de criptomoedas desde 2017

Embora o governo americano afirme que a botnet esteja rodando desde 2003, seis anos antes do lançamento do Bitcoin, a CrowdStrike aponta que os hackers começaram a focar no roubo de criptomoedas somente a partir de 2017.

Segundo o Departamento de Justiça americano, o malware se chamava Sality e teria feito vítimas tanto nos EUA quanto em outros países.

“Desde 2003, a botnet Sality instala software malicioso (malware) em dispositivos comprometidos, possibilitando roubos de criptomoedas e ataques cibernéticos contra vítimas nos Estados Unidos e no exterior.”

Seguindo, o texto aponta que as vítimas geralmente não sabiam que seus dispositivos estavam sendo utilizados como bots nessa rede.

A operação resultou na desarticulação da botnet Sality após a apreensão de domínios nos EUA e na Europa. Já o setor privado ficou encarregado de identificar infecções e ajudar a notificar as vítimas para a manutenção dos dispositivos infectados.

Apesar disso, não há estimativas sobre os valores roubados pelos hackers com esses ataques. Somado a isso, os EUA também não revelaram nenhuma apreensão de criptomoedas, tampouco prisões ligadas ao caso.

Dentre os órgãos envolvidos na operação estavam o Departamento de Justiça americano, FBI, DCIS, bem como a Eurojust, Europol, Direção-Geral de Combate ao Crime Organizado da Bulgária, o Departamento de Crimes Cibernéticos do Escritório Nacional de Investigação da Hungria e a Polícia, a Direção de Combate ao Crime Organizado e a Unidade Central de Crimes Cibernéticos da Romênia.

Do setor privado, CrowdStrike e Shadowserver foram mencionados. Bill Essayli, primeiro procurador-adjunto dos Estados Unidos, destaca como as parcerias entre os setores público e privado podem gerar resultados.





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