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sexta-feira, maio 22, 2026

Bancos vão cair mais? BBAS3, BBDC4 e ITUB4 acendem alerta no gráfico

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Os grandes bancos brasileiros atravessam um momento técnico mais delicado após meses de forte valorização na Bolsa. Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) perderam força nas últimas semanas, passaram a negociar abaixo das médias móveis no gráfico semanal e agora entram em regiões decisivas para definir se o movimento atual seguirá apenas como uma correção dentro da tendência principal de alta ou se abrirá espaço para um ajuste mais amplo no setor financeiro.

Na minha leitura, o cenário ainda exige cautela. Apesar de alguns sinais de reação nesta semana — com formação de candles que podem indicar tentativa de recuperação — os três ativos seguem pressionados tecnicamente, em meio à deterioração do fluxo comprador observada desde as máximas recentes. O comportamento próximo das principais regiões de suporte será fundamental para determinar os próximos movimentos dos bancos no médio prazo.

Análise técnica Banco do Brasil

No gráfico semanal, observo que Banco do Brasil (BBAS3) segue com viés mais pressionado após perder força desde a máxima histórica em R$ 29,17. O papel reagiu após testar os R$ 17,87, chegou a buscar a região dos R$ 27,75, mas voltou a entrar em fluxo corretivo e agora negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém o sinal de cautela no médio prazo.

Em 2026, o ativo acumula baixa de 3,91%, cotado atualmente a R$ 20,87. Nesta semana, porém, ensaia recuperação, avançando 0,82%, o que pode interromper uma sequência de cinco semanas consecutivas de queda.

O IFR (14) em 40,76 pontos permanece em zona neutra, indicando espaço para continuidade da correção. O candle semanal também chama atenção: caso confirme um martelo com aumento de volume, o papel pode iniciar um movimento de recuperação em direção às médias móveis.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, a perda dos suportes em R$ 20,72 e R$ 19,75 pode acelerar o fluxo vendedor em direção a R$ 17,87, R$ 17,11, R$ 15,12 e posteriormente R$ 13,00.

Por outro lado, para retomar força compradora, será importante recuperar as médias móveis e superar as resistências em R$ 21,63 e R$ 23,40. Acima dessas regiões, o papel pode voltar a mirar R$ 25,49, R$ 27,75 e posteriormente a máxima histórica em R$ 29,17.

Confira nossas análises:

Análise técnica Bradesco (BBDC4)

No gráfico semanal, Bradesco (BBDC4) ainda preserva uma estrutura positiva no médio prazo, mas perdeu força após testar a região de resistência e máxima histórica em R$ 21,57/R$ 21,78.

Desde então, o ativo entrou em um movimento corretivo mais intenso e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, cenário que aumenta a atenção para uma possível formação de topo duplo no semanal.

Nesta semana, o papel sobe 1,58%, movimento que pode interromper uma sequência de quatro semanas consecutivas de baixa.

O índice de força relativa – IFR (14) em 45,88 pontos permanece em zona neutra, mostrando equilíbrio momentâneo entre compradores e vendedores. O candle semanal em formação também merece atenção, já que um fechamento em formato de martelo pode indicar tentativa de recuperação e aproximação das médias móveis.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, a perda dos suportes em R$ 17,63 e R$ 16,97 pode intensificar o fluxo vendedor, abrindo espaço para quedas em direção a R$ 15,99, R$ 14,47 e à média de 200 períodos em R$ 13,68.

Por outro lado, para retomar força compradora, o ativo precisará recuperar as médias e superar as resistências em R$ 18,88 e R$ 19,41. Acima dessas regiões, o papel pode voltar a mirar a máxima histórica em R$ 21,78 e posteriormente buscar os alvos em R$ 23,50, R$ 24,85 e R$ 26,30.

Análise técnica Itaú Unibanco (ITUB4)

No gráfico semanal, Itaú Unibanco (ITUB4) ainda mantém tendência de alta no horizonte mais amplo, mas também perdeu força após testar a região de resistência e máxima histórica em R$ 47,88/R$ 49,27.

Desde então, o ativo iniciou um movimento corretivo mais forte, rompeu um pivô de baixa e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que reforça a deterioração do fluxo comprador no médio prazo.

Mesmo com a correção recente, o papel ainda acumula alta de 3,50% em 2026, cotado atualmente a R$ 40,25. Nesta semana, o ativo avança 1,39%, ensaiando uma reação após quatro semanas consecutivas de queda.

O IFR (14) em 46,66 pontos permanece em zona neutra, mostrando espaço tanto para recuperação quanto para continuidade do movimento corretivo. O candle semanal em formação também merece atenção, já que a confirmação de um martelo com aumento de volume pode favorecer uma aproximação das médias móveis.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, a perda dos suportes em R$ 38,70 e R$ 35,97 pode acelerar o fluxo vendedor em direção a R$ 33,67, R$ 30,78, R$ 28,70 e posteriormente à média de 200 períodos em R$ 26,72.

Por outro lado, para retomar tração compradora, será importante recuperar as médias móveis e superar as resistências em R$ 43,21 e R$ 47,88. Acima dessas regiões, o papel pode voltar a mirar a máxima histórica em R$ 49,27 e posteriormente os alvos projetados em R$ 51,15, R$ 55,70 e R$ 60,00.

“Em resumo, sigo com uma leitura mais cautelosa para o setor bancário no médio prazo. Apesar das tentativas de reação observadas nesta semana, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú ainda negociam abaixo das médias móveis e seguem tecnicamente fragilizados após as correções recentes.”

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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