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sexta-feira, maio 22, 2026

“Me vejo tirando o Flávio do 2º turno”, diz Renan Santos, em meio à crise de campanha

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O pré-candidato ao Palácio do Planalto e presidente do Missão, Renan Santos, acredita que pode conquistar parte do eleitorado do também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e tirá-lo da disputa pelo segundo turno das eleições de outubro.

A avaliação de Santos é que o movimento é possível após o desgaste sofrido por Flávio, que teve conversas privadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, reveladas pelo jornal The Intercept Brasil.

Em entrevista ao Poder360, Renan declarou que sua candidatura tem um espaço novo dentro da direita brasileira. “Eu me vejo subindo nas pesquisas, sim. Me vejo tirando o Flávio do 2º turno”, afirmou.

O presidente do Missão acredita que eleitores estão deixando de apoiar a família Bolsonaro após o vazamento das conversas e que, por consequência, a militância bolsonarista estaria “desaparecendo”.

“Eles desistiram do Flávio. Acho que ontem [quarta-feira (20)] foi o dia que todo mundo falou: “Ok, eu cansei, eu não vou mais ficar, não dá mais para passar tanto pano””, concluiu.

Segundo a última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta semana, Renan Santos figura com 6,9% das intenções de voto no primeiro turno, após uma queda de Flávio Bolsonaro, que agora detém 34,3% contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além do desgaste na imagem produzido pelo envolvimento com Daniel Vorcaro, Flávio vem sofrendo o abandono de aliados antes considerados peça-chave para as eleições de 2026.

Na quinta-feira (21), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) minimizou as recentes informações descobertas pela imprensa sobre o caso do Banco Master, mas também evitou declarar apoio à Flávio no tema, mesmo sendo presidente de um partido aliado para a candidatura do senador ao Planalto.

“Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo. E, se for inocente, que seja reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, defendeu em entrevista à TV Clube, afiliada da Globo.

Contenção de danos

Após a pressão da mídia em torno do caso, Flávio Bolsonaro adotou estratégias emergenciais para tentar conter o desgaste eleitoral.

Na noite de quarta-feira (20), foi anunciada uma mudança na equipe de comunicação da pré-campanha, com a saída do coordenador Marcello Lopes. Com a mudança, a pré-campanha fica a cargo do publicitário Eduardo Fischer, que assume o posto.

Em nota, a equipe de Flávio afirmou que Marcello esteve com o pré-candidato durante a tarde de quarta-feira, quando teria comunicado que não poderia mais colaborar com a equipe. A saída foi feita em comum acordo, segundo eles.

Marcello vinha sendo criticado por aliados de Flávio e integrantes do PL por causa da condução da resposta do senador à crise, desde a divulgação do vídeo em que o parlamentar tenta se explicar sobre a relação com Vorcaro.

Outra medida de contenção do Partido Liberal foi encomendar uma pesquisa para medir o impacto político da crise. Segundo relatos feitos ao Globo, o levantamento servirá como base para que o partido decida os próximos passos da estratégia eleitoral do senador após o desgaste provocado pela publicação do The Intercept Brasil.



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