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domingo, agosto 2, 2026

Vendas da Shein caem nos EUA após fim da isenção para remessas de até US$ 800

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Bloomberg — As vendas da Shein nos EUA sofreram um golpe desde que o governo Trump encerrou uma isenção tarifária para pequenas remessas que ajudou a impulsionar o crescimento da varejista.

A política, chamada de “minimis”, terminou em 29 de agosto e, em setembro, as vendas observadas da Shein caíram cerca de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Bloomberg Second Measure, que rastreia as transações de um grupo anônimo de compradores dos EUA.

Isso marcou o segundo pior desempenho mensal dos últimos três anos.

O governo Trump disse que uma das razões pelas quais encerrou a política, que permitia que remessas de valor não superior a US$ 800 entrassem nos EUA com isenção de impostos, foi para igualar o campo de atuação das empresas americanas.

A Shein, de capital fechado, fundada na China continental e agora com sede em Singapura, tem crescido rapidamente nos últimos anos, auxiliada pela redução de preços dos concorrentes com produtos fabricados na Ásia.

As vendas trimestrais quase atingiram US$ 10 bilhões nos primeiros três meses do ano, informou a Bloomberg em julho.

O fim do “minimis” ajudará os concorrentes da Shein no setor de fast fashion, disse Poonam Goyal, analista sênior da Bloomberg Intelligence que cobre o comércio eletrônico de varejo. Outros grandes participantes do setor incluem a H&M e a Zara.

“O campo de jogo foi nivelado”, com o fim do de minimis, disse Goyal. “Isso significa que seus preços não são tão competitivos como eram no passado.”

Shein não respondeu a um pedido de comentário para esta história.

A primeira medida da Casa Branca em relação ao de minimis ocorreu no início de maio, quando removeu a isenção das remessas da China.

A Shein aumentou os preços – inclusive alguns drasticamente – antes da mudança, informou a Bloomberg na época. Os negócios da empresa nos EUA também foram afetados, com uma queda de quase 11% nas vendas mensais, de acordo com a Second Measure.

Desde então, a Shein diminuiu sua busca por uma oferta pública inicial. A varejista também vem diversificando sua cadeia de suprimentos, inclusive reduzindo sua dependência da China.

Natasha Kuliecza, estudante do segundo ano da Universidade Rutgers e compradora frequente da Shein, disse que procurou alternativas, como a Amazon e a Target, depois de ver os preços subirem e os prazos de entrega aumentarem na Shein.

“Como estudante universitária, estou tentando economizar em tudo”, disse Kuliecza. “Então, quando quero mais roupas, prefiro ir pelo caminho mais barato.”

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