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domingo, agosto 30, 2026

Saque e Pague avança em São Paulo com expansão do outsourcing bancário

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A Saque e Pague prepara um novo ciclo de crescimento em São Paulo, sustentado pela expansão de seu modelo de outsourcing bancário, serviço pelo qual uma empresa especializada assume a gestão da infraestrutura física de bancos e cooperativas. Essa atividade já responde por 50% do faturamento da companhia, conhecida por sua rede de terminais de autoatendimento.

O movimento ocorre em um período de transformação da presença física do sistema financeiro brasileiro. Bancos tradicionais vêm fechando agências em diferentes regiões do País, ao mesmo tempo que direcionam investimentos para aplicativos, internet banking e outras soluções digitais. A redução das estruturas convencionais, no entanto, não elimina a demanda por serviços presenciais, especialmente para depósitos, saques e movimentações em dinheiro.

Esse cenário abre espaço para empresas especializadas na operação compartilhada de equipamentos e pontos de atendimento. Em vez de manter uma agência completa, com custos imobiliários, tecnológicos, logísticos e de segurança, as instituições podem terceirizar parte da infraestrutura necessária para atender clientes que ainda dependem de transações físicas.

A Saque e Pague atua justamente nessa etapa. A companhia assume atividades que incluem a instalação dos terminais, o monitoramento dos equipamentos e a gestão cotidiana da operação. O modelo permite que bancos e cooperativas preservem pontos de contato com seus clientes enquanto avançam na digitalização e reorganizam suas redes de atendimento.

São Paulo foi definido como o principal mercado para essa nova fase por concentrar grandes instituições financeiras, cooperativas, empresas e um elevado volume de transações. Além da relevância econômica, a capital reúne perfis variados de consumidores, desde usuários com ampla familiaridade com serviços digitais até pessoas e comerciantes que continuam utilizando dinheiro em espécie.

“A infraestrutura física do sistema financeiro passa por uma transformação importante. São Paulo reúne grandes instituições e concentra decisões estratégicas do setor. Nossa expansão no estado busca apoiar essas instituições na modernização do acesso físico, combinando tecnologia, infraestrutura compartilhada e eficiência operacional enquanto avançam na transformação digital”, afirmou Paulo César Pinheiro, CEO da Saque e Pague.

A companhia utilizará como referência os resultados de um terminal em funcionamento no Brás, um dos maiores polos de comércio popular da capital paulista. A região registra circulação intensa de consumidores e lojistas, além de manter uma demanda significativa por operações com dinheiro físico, mesmo diante do crescimento dos pagamentos digitais.

As informações acumuladas nessa unidade ajudam a Saque e Pague a compreender o comportamento dos usuários, acompanhar os horários de maior movimento e identificar os serviços mais procurados. Os dados também permitem mapear oportunidades para a instalação de novos equipamentos em outras áreas da cidade e do estado.

A operação no Brás conta ainda com tecnologia de reciclagem de cédulas. O sistema possibilita que o dinheiro depositado em uma transação seja reutilizado para atender novas solicitações de saque ou Pix Saque no mesmo terminal. A solução diminui a necessidade de abastecimento frequente dos equipamentos e contribui para reduzir custos relacionados ao transporte e à gestão do numerário.

A expansão planejada para São Paulo também está inserida em uma discussão mais ampla sobre inclusão financeira. Embora a digitalização tenha ampliado o acesso a produtos bancários, parte da população ainda encontra dificuldades para realizar determinadas operações exclusivamente pela internet. Há também municípios, bairros e regiões comerciais nos quais o dinheiro continua relevante para as atividades cotidianas.

Nesse contexto, os terminais compartilhados passam a funcionar como uma alternativa à agência convencional. A estrutura oferece acesso presencial a serviços financeiros sem exigir que cada instituição mantenha uma unidade própria, modelo que ganha importância à medida que o setor bancário reduz sua presença física no território nacional.

Atualmente, a Saque e Pague opera cerca de 2,5 mil terminais distribuídos por mais de 660 cidades. A empresa responde por aproximadamente 40% das transações de Pix Saque realizadas no Brasil. Em mais de 200 municípios, segundo a companhia, sua rede constitui a única alternativa de acesso físico a serviços financeiros.



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