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A Vision Cybersecurity e a Tempest Security, com SPX Capital e Embraer como principais acionistas, estão se unindo para liderar o mercado de cibersegurança no Brasil e expandir internacionalmente.
A operação, anunciada em 3 de setembro, será realizada por meio de uma troca de ações, com a SPX se tornando a maior acionista.
A nova empresa, cujo nome não foi definido, terá receita anual superior a R$ 700 milhões, cerca de 900 profissionais e mais de 600 clientes.
A fusão visa oferecer uma solução abrangente em cibersegurança, superando a fragmentação do mercado. A Tempest, com foco em grandes empresas, e a Vision, voltada para médias, combinam suas carteiras de clientes e tecnologias.
A expansão para a América Latina e América do Norte é um próximo passo, com a ambição de se tornar um player global no setor.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Com as questões de cibersegurança ganhando cada vez mais espaço na pauta corporativa, a Vision Cybersecurity e a Tempest Security, empresas que têm SPX Capital e Embraer como principais acionistas, estão unindo forças para disputar a liderança do mercado interno e, mais adiante, avançar para mercados internacionais.
A operação, anunciada nesta quinta-feira, 3 de setembro, será estruturada prioritariamente por meio de uma troca de ações – a SPX, controladora da Vision, será a maior acionista da nova companhia. A Embraer, majoritária da Tempest, integrará o captable do grupo como acionista relevante e também permanecerá como cliente.
Os detalhes da troca de ações e os termos financeiros não foram revelados. A operação está sujeita às aprovações regulatórias habituais, incluindo a do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Ao NeoFeed, André Fleury, atual CEO da Vision Cybersecurity e escolhido para comandar a nova empresa, diz que, mais do que somar clientes e receitas, a ambição é construir um player capaz de atuar em toda cadeia de segurança cibernética, desde o desenvolvimento de tecnologias e serviços recorrentes de monitoramento até a detecção, análise, contenção e recuperação de ataques.
“Queremos ser o principal player de cibersegurança para essas empresas no Brasil e no mundo”, afirma. “A junção das empresas dá uma capacidade muito forte para competir.”
A companhia, cujo nome e MARCA serão definidos à medida que o processo de integração avançar, nasce com receita anual superior a R$ 700 milhões, cerca de 900 profissionais e uma carteira com mais de 600 clientes corporativos, cujos nomes não revelados por questões de segurança.
A proposta de unir as empresas veio da avaliação de que a fragmentação do mercado brasileiro de cibersegurança abre espaço para uma companhia que consiga oferecer uma visão mais abrangente da segurança de seus clientes, em vez de atuar apenas em determinados nichos.
“Tem concorrentes que atuam somente num determinado nicho, que só fazem revenda de produtos. Com a união, conseguimos atender o mercado de cibersegurança como um todo”, afirma João Lins, CEO da Tempest, que assumirá a posição de vice-presidente de Tecnologia e Inovação do grupo.
O movimento une duas empresas com trajetórias distintas, mas complementares. A Vision nasceu a partir da ISH Tecnologia, fundada em 1996 em Vitória (ES) e que atualmente se concentra em institiuições públicas e tem como foco principalmente empresas de médio porte.
A Vision presta serviços gerenciados de cibersegurança (MSSP, na sigla em inglês), serviços de segurança digital operados por terceiros, que monitoram sistemas continuamente para detectar e responder a ameaças cibernéticas.
A empresa implementa ferramentas como antivírus, firewalls e filtros, próprios ou de terceiros, e presta serviço de monitoramento da segurança dos clientes, identificando ameaças, tendo desenvolvido capacidades para responder de forma preentiva os incidentes.
A empresa passou a trabalhar com a SPX em 2025, em um movimento de análise do mercado brasileiro de cibersegurança e identificação de oportunidades de consolidação. Em janeiro de 2026, a SPX investiu na ISH, dando origem à Vision.
Já a Tempest, criada a partir de um grupo de pesquisa acadêmica em Recife (PE), construiu ao longo de 26 anos uma atuação concentrada em grandes empresas e setores críticos da economia brasileira, como bancos, energia, óleo e gás e saúde.
A atuação da empresa vai além do monitoramento de segurança, com um portfólio que inclui consultoria, serviços gerenciados de segurança, integração de tecnologias e identidade digital.
A Embraer entrou no capital da Tempest por meio de um fundo de investimento por volta de 2015. A fabricante de aeronaves se tornou acionista majoritária em 2020 e concluiu a aquisição em 2023, quando passou a deter 100% da empresa, a partir da visão de que a cibersegurança é uma camada estratégica para a área de defesa e também para a aviação.
A combinação das carteiras de clientes e ofertas da Vision e da Tempest, segundo os executivos, permitirá ampliar o alcance comercial e, ao mesmo tempo, compartilhar tecnologias e inteligência sobre ameaças cibernéticas acumuladas ao longo de décadas. “As nossas carteiras de clientes não têm sobreposição, praticamente zero”, afirma Lins.
A expansão para fora do Brasil aparece como o próximo passo dessa estratégia, com países da América Latina e a América do Norte entre os mercados naturais.
A lógica é apoiada tanto pela tecnologia quanto pela própria base de clientes. As duas empresas já atendem companhias brasileiras com operações internacionais e, em alguns casos, esses clientes demandam uma prestação de serviços de cibersegurança mais integrada globalmente.
Sem citar nomes, Fleury diz que existem três ou quatro empresas globalmente capacitadas para oferecer um serviço completo em cibersegurança, com sistemas capazes de identificar sinais de uma ameaça antes da ocorrência e agir antecipadamente.
Com a união das duas companhias, o executivo vê espaço para que o grupo brasileiro esteja entre elas. “Tanto a gente pode exportar serviço quanto exportar a tecnologia”, afirma Fleury. “Não ficamos devendo nada para as empresas de fora.”




