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A operação brasileira da rede argentina Havanna decidiu se render aos usuários das canetas emagrecedoras. A empresa lança em agosto um sorvete proteico de doce de leite no Brasil, visando o público que busca o aumento de massa muscular.
A nova linha, que inclui produtos com menos açúcar, busca atender à demanda por proteína para manter a massa muscular durante a perda de peso.
A expectativa é que esse “cardápio Mounjaro” contribua para um faturamento de R$ 500 milhões em 2026, representando um crescimento de quase 20% em relação aos R$ 420 milhões do ano passado.
A Havanna, com 250 lojas no Brasil, planeja abrir mais 50 até o final do ano, com um investimento de R$ 25 milhões. Além disso, a MARCA introduzirá uma linha exclusiva associada a Lionel Messi em setembro.
A produção de doce de leite é nacional desde 2022, enquanto os gelatos são feitos pela indústria paraguaia Amandau. A operação brasileira, que começou em 2006, vende anualmente mais de 600 toneladas de doce de leite e 400 toneladas de alfajores.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Maior operação fora de sua matriz argentina, a rede Havanna no Brasil se rendeu ao público que usa canetas emagrecedoras para adotar uma linha mais fit. Conhecida mundialmente pelos alfajores, a companhia vai lançar em agosto nas lojas brasileiras um sorvete proteico de doce de leite.
O aumento do uso dos medicamentos análogos ao hormônio GLP-1 tem intensificado a procura por mais proteína, justamente para sustentar a redução de peso sem perda de massa muscular. E foi nessa avenida que a doceria resolveu transitar.
Com o “cardápio Mounjaro”, que inclui também outros produtos com quantidades reduzidas de açúcar, a empresa espera alcançar, em 2026, um faturamento acima de R$ 500 milhões no Brasil. No ano passado, a receita foi de R$ 420 milhões — o que representaria um aumento de quase 20%.
“Preciso pesquisar e me adaptar às necessidades das pessoas que hoje estão usando essas canetas”, diz Adriana Villela, diretora-geral da Havanna no Brasil e sócia-fundadora da MARCA no país, ao NeoFeed. “Por isso pensamos em trazer uma linha com proteína.”
A expectativa é que o novo produto represente sozinho cerca de 20% a 30% da receita do segmento de sorvetes, completa a executiva. Hoje, a rede oferece 14 sabores aqui no país: “Se as pessoas estão preocupadas em ser mais saudáveis, nosso papel é atender a expectativa de todas as demandas”.
A companhia oferece itens zero açúcar, zero lactose e sem glúten. “Para quem busca aumento de massa muscular, a gente passou a oferecer barras de proteína e, neste ano, lançamos um gummy com creatina [suplemento mastigável]”, conta Villela.
Atualmente, a Havanna tem 250 lojas no Brasil, sendo 150 cafeterias e 100 heladerias — sorveterias, com linhas mais artesanais. E, no plano de expansão, o objetivo é abrir mais 50 unidades até o fim do ano. A maior parte será no formato híbrido, com as duas operações.
O volume de investimentos parte dos franqueados. Com as novas lojas, a perspectiva é que a expansão de 2026 custe R$ 25 milhões, levando em conta o custo médio de R$ 500 mil por unidade.
A concepção da sorveteria, que em junho completou um ano de operação, partiu de Villela. O Brasil é o único país entre os 12 que têm lojas da Havanna no mundo — incluindo a Argentina — que oferece o produto. Desde o início do novo negócio, a rede já vendeu mais de 1,2 milhão de unidades de sorvetes.
“Foi uma ideia minha. Nas viagens que faço no exterior, tenho visto cada vez mais o aumento do consumo de sorvete como sobremesa”, diz ela. “Na Argentina, eles também consomem muito. Mas a Havanna por lá é muito focada no alfajor. E eu trouxe para o Brasil.” Por enquanto, não há planos de levar o modelo para os demais países.
Ainda que já alcance um terço das unidades no país, a receita das sorveterias no total da companhia representa hoje cerca de 10%. A meta da empresária é que, em dois anos, esta divisão chegue a 50%, quando a Havanna deverá ter 500 unidades no Brasil. Quase 200 já estão em negociação.
Também no segundo semestre, a Havanna brasileira passará a receber uma linha exclusiva associada ao craque argentino Lionel Messi, que com frequência faz posts em suas redes sociais com os alfajores.
Os produtos chegam às lojas em setembro e a distribuição será global. “Ele é muito respeitado e é um fã dos produtos da Havanna. Há uma sinergia entre os dois”, explica.
Ao contrário dos alfajores, que são importados da fábrica argentina em Mar del Plata, a produção de doce de leite, item mais vendido nas lojas, é nacional, desde 2022.
“A complexidade de produção e o investimento para uma fábrica são muito grandes. Além disso, tem a tradição do alfajor produzido na Argentina. Vamos seguir trazendo de lá”, afirma.
Os sabores dos gelatos oferecidos no Brasil são feitos pela indústria paraguaia Amandau, que no ano passado abriu uma unidade em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A Havanna chegou ao Brasil há 20 anos, em 2006. Atualmente, a operação nacional vende mais de 600 toneladas de doce de leite por ano e cerca de 400 toneladas de alfajores.




