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quarta-feira, agosto 26, 2026

Data centers entram na rota da DHL no Brasil

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A expansão dos data centers no Brasil está criando uma nova demanda no setor logístico, com a DHL Global Forwarding prevendo que o transporte de equipamentos para esses projetos ocupará uma parte significativa da capacidade de carga nos próximos anos.

O Brasil atrai cerca de 40% dos investimentos em data centers da América Latina, devido à sua posição estratégica, fontes de energia renováveis e tamanho do mercado consumidor. A DHL já transporta equipamentos dos EUA, México e Ásia-Pacífico e observa um aumento na demanda. O transporte desses equipamentos é complexo, exigindo logística delicada.

A empresa investe em pessoas e digitalização para acompanhar o crescimento. Além disso, a DHL enfrenta desafios como a volatilidade dos fretes e restrições de capacidade devido a conflitos globais e mudanças climáticas, exigindo flexibilidade e inovação no setor.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A expansão dos projetos de data centers no Brasil abriu uma nova frente de demanda para o setor logístico. A DHL Global Forwarding, divisão do grupo alemão especializada no transporte internacional de cargas aéreas e marítimas, prevê que a movimentação de servidores e outros equipamentos de alto valor destinados a esses empreendimentos passará a ocupar uma parcela relevante da capacidade de transporte de cargas nos próximos anos, como ocorreu com o e-commerce.

“O comércio eletrônico não fazia parte da equação há alguns anos. Quando começou a crescer, passou a ocupar a capacidade dos aviões cargueiros e de passageiros. Os data centers serão algo parecido”, afirma Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding para a América Latina, ao NeoFeed.

Meade destaca que o país recebe cerca de 40% dos investimentos estrangeiros destinados a data centers na América Latina. Os executivos atribuem essa atratividade a três fatores: a posição estratégica do Brasil nas conexões internacionais de internet, com destaque para o Nordeste; a disponibilidade de fontes renováveis de energia; e o tamanho do mercado consumidor.

A DHL já transporta para o Brasil equipamentos destinados a esses projetos, originários dos Estados Unidos, do México e de países da Ásia-Pacífico, e registra aumento da procura.

“É algo de curtíssimo prazo. Já está acontecendo. Muitos data centers estão em construção, e a tendência é de crescimento”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no Brasil.

O transporte desses equipamentos, porém, é mais complexo do que o de uma carga convencional. “Se algo acontecer com um desses equipamentos, não é possível comprar outro no dia seguinte. Não há outro disponível na prateleira”, diz Brenner. “O prazo para a reposição é longo. É uma logística bastante delicada”.

Como parte da estratégia, a DHL mantém no México um centro de competência dedicado à logística de data centers. O país ocupa posição relevante nessa cadeia por concentrar fabricantes de componentes e empresas de tecnologia, sobretudo na região de Guadalajara, descrita por Meade como o “Vale do Silício mexicano”.

Os data centers se somam aos principais setores atendidos pela DHL no Brasil. Entre eles, Brenner destaca energia renovável e indústria farmacêutica, além dos segmentos automotivo e de tecnologia. Nestes dois últimos, o executivo aponta o avanço das empresas chinesas no Brasil.

Para acompanhar esse crescimento, a Global Forwarding investe em pessoas, sistemas e digitalização no Brasil. Segundo Brenner, a meta é crescer acima do mercado e ampliar sua participação no País.

No segundo trimestre de 2026, a Global Forwarding registrou receita de € 5,4 bilhões, alta de 17,9% em um ano. O Ebit avançou 21,9%, para € 240 milhões. Segundo a companhia, o desempenho foi favorecido pelo aumento dos volumes transportados por via aérea e marítima e pela volatilidade dos fretes.

Novos fluxos exigem adaptação

Os conflitos no Oriente Médio e as tarifas impostas pelos Estados Unidos estão redesenhando os fluxos globais de comércio. Na avaliação da DHL, as empresas continuam diversificando suas bases de produção e buscando maior integração regional.

Os desvios de rotas marítimas entre Ásia e Europa restringiram a capacidade e reduziram a oferta de contêineres na América Latina.

“Há muita volatilidade. Para garantir capacidade nas melhores condições possíveis, é importante fazer reservas com antecedência”, afirma Meade.

A possibilidade de uma nova queda no nível dos rios na região de Manaus, em meio ao El Niño, também está no radar da companhia. Como o cenário pode limitar o transporte aquaviário, a DHL está reforçando a capacidade aérea destinada à capital amazonense, solução já adotada em anos anteriores.

Para Brenner, a combinação de novas demandas e restrições de capacidade exige mais flexibilidade do setor. “É preciso se adaptar ao mercado e ser inovador. Tudo está ficando mais rápido e mais complexo”, diz o executivo “Precisamos gerenciar informações, previsões e rotas de forma mais eficiente”.



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