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segunda-feira, agosto 3, 2026

Crédito de R$ 2,2 bilhões do BNDES turbina vendas de veículos a 2 meses das eleições

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A liberação de R$ 2,2 bilhões em financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativos deve reforçar as vendas do setor automotivo ao longo de 2026. Operado por meio do programa BNDES Move Motoristas, o crédito já representa cerca de 30% do volume de veículos comercializados no País e beneficia profissionais cadastrados em mais de 19 plataformas de transporte.

Desde o lançamento da iniciativa, 21.720 motoristas foram contemplados, em operações com tíquete médio de R$ 102 mil. Do total aprovado, R$ 110 milhões foram destinados a motoristas mulheres. A expectativa é de que a ampliação da oferta de crédito continue estimulando a renovação da frota e contribua para manter aquecido o mercado de veículos novos nos próximos meses.

Apesar do potencial para impulsionar as vendas da indústria automotiva, o programa também desperta críticas no mercado financeiro. Para parte de economistas, o lançamento e a aceleração das liberações de crédito às vésperas do primeiro turno das eleições reforçam a percepção de uma medida de caráter populista, voltada a estimular a economia e ampliar a popularidade do governo em ano eleitoral. Eles também alertam para os riscos fiscais associados à expansão do crédito subsidiado e aos impactos de longo prazo sobre as contas públicas.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o programa vem ganhando escala à medida que o sistema financeiro adapta sua infraestrutura tecnológica à nova linha de financiamento. “Este é um programa novo e, por isso, é um desafio para o sistema financeiro. Estamos adotando melhorias que estão nos permitindo avançar no ritmo de aprovações”, disse. Segundo ele, a iniciativa já alcançou 1.445 municípios e, nesta semana, registrou quase 3 mil operações aprovadas por dia. “Hoje, esta linha já responde por 30% do volume de veículos vendidos no Brasil”, acrescentou.

Mercadante destacou ainda que a plataforma tecnológica criada para o programa opera de forma estável e sem registros de falhas. De acordo com ele, algumas instituições financeiras concluíram recentemente a integração de seus sistemas e começam a disponibilizar a linha de crédito ao longo de agosto, ampliando as alternativas para os motoristas. “Alguns bancos precisaram desenvolver sua interface em tecnologia da informação para aderir ao programa e estão começando a entrar em agosto, abrindo mais opções para motoristas e taxistas. Além disso, não faltou fundo garantidor para nenhuma operação. O objetivo do programa é chegar ao maior número de veículos possíveis”, afirmou.

A concessão do crédito é realizada por instituições financeiras credenciadas pelo banco de fomento. Atualmente, operam a linha Ailos, Badespi, Banco do Brasil, Santander, Caixa, Banestes, Banrisul, Sicoob, Sicredi, além dos bancos das montadoras GM, RCI (Mobilize FS), Stellantis, Volkswagen, Renault e Hyundai. Outras instituições ainda estão concluindo a implementação da solução em seus sistemas e devem aderir ao programa em breve.

Todo o processo de contratação ocorre por meio de uma plataforma digital que conecta o BNDES aos bancos parceiros. Segundo a instituição, o tempo médio entre a aprovação da operação e a liberação dos recursos é inferior a um minuto, e todas as solicitações encaminhadas ao banco foram processadas.

As condições de financiamento incluem juros de até 0,99% ao mês para homens e de até 0,91% ao mês para mulheres, com prazo de pagamento de até 72 meses e carência de até seis meses. O Conselho Monetário Nacional (CMN) também proíbe a cobrança de taxas por bancos ou concessionárias para realização do cadastro dos interessados.

Além da contratação do crédito, o portal do BNDES Move Motoristas reúne a relação de veículos elegíveis para financiamento, orientações sobre o funcionamento do programa e respostas às principais dúvidas dos profissionais, incluindo informações sobre entrada, carência e demais regras da linha de crédito.



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