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terça-feira, agosto 18, 2026

Citi inicia Banco Mercantil com ‘buy’, o ‘banco dos clientes 50+’

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O Citi iniciou sua cobertura de Banco Mercantil com recomendação de ‘compra’ – colocando o banco da família Andrade de Araújo como uma “combinação rara” de crescimento acima da média, alta rentabilidade e um valuation ainda modesto.

Os analistas colocaram um preço-alvo de R$ 6, um upside potencial de cerca de 25% em relação ao preço de tela. 

Para o Citi, o Mercantil está numa posição privilegiada para capturar o avanço da chamada silver economy brasileira.

A principal vantagem competitiva do banco está no acesso aos beneficiários do INSS, que funciona como uma máquina de aquisição de clientes para o Mercantil.

Na visão dos analistas, o banco deve ser entendido menos como um banco tradicional e mais como um distribuidor de produtos financeiros com acesso privilegiado à população acima de 50 anos.

Essa posição é potencializada pelo modelo “phygital”: o banco usa sua rede física para adquirir e atender clientes que ainda valorizam esse contato, mas migra a operação para os canais digitais. Hoje, 80% das originações já acontecem digitalmente.

Outro pilar da tese é a diversificação para receitas de serviços, principalmente por meio do Meu+, a plataforma de assinatura do banco.

O Mercantil cobra a partir de R$ 49,99 mensais e oferece serviços como assistência residencial, suporte técnico para celular, seguro pet e consultas com psicólogo.

Para o Citi, esse negócio ajuda a reduzir a volatilidade dos resultados e tem baixa intensidade de capital, aumentando a capacidade do Mercantil de crescer sem pressionar seu ROE.

O banco projeta um ROE sustentável de 23,5%, bem acima do custo de capital estimado em 16,1%. Com essas premissas, o Citi chegou a um múltiplo de 1,7x o patrimônio líquido.

Na visão dos analistas, a geração de capital deve ser suficiente para financiar a expansão e, conforme o negócio amadurecer, permitir um aumento gradual da distribuição aos acionistas.

O Citi vê como principais riscos da tese a ainda elevada dependência das receitas de crédito, o aumento da exposição ao consignado privado e eventuais mudanças regulatórias no mercado de crédito consignado do INSS.

A ação do Mercantil sobe 35% nos últimos doze meses. O banco vale R$ 6,4 bilhões na B3.




André Jankavski






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