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sexta-feira, agosto 14, 2026

B3 bate recorde de receita no 1º trimestre impulsionada por otimismo gringo

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A B3 iniciou 2026 com resultados históricos em meio ao aumento da atividade nos mercados financeiro e de capitais. A companhia registrou receita recorde de R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 20,5% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada principalmente pelo forte crescimento das operações em renda variável e derivativos.

O desempenho foi favorecido pela combinação entre expectativa de queda de juros, aumento da volatilidade internacional e forte entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira. Segundo a companhia, o fluxo de investidores internacionais somou R$ 53,8 bilhões no trimestre, contribuindo diretamente para o avanço dos volumes negociados no mercado à vista.

O volume financeiro médio diário negociado em ações alcançou R$ 34,8 bilhões, alta de 46% na comparação anual. Em fevereiro, a Bolsa registrou o maior ADTV mensal dos últimos cinco anos. Já no segmento de derivativos, o volume médio diário atingiu 13,2 milhões de contratos, crescimento de 16,4%, com destaque para operações ligadas a juros e instrumentos de proteção em meio ao aumento das tensões geopolíticas globais.

A B3 informou ainda que março marcou o maior volume médio diário da história em derivativos, com 16,6 milhões de contratos negociados. Entre os produtos que ganharam relevância estão as Opções de Copom, cujo volume avançou mais de 350% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

O lucro líquido recorrente da companhia chegou a R$ 1,5 bilhão, crescimento de 33,1% na comparação anual. O lucro por ação subiu 38,6%, refletindo também o programa de recompra de ações realizado ao longo dos últimos 12 meses. No período, a empresa distribuiu R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio aos acionistas.

Na avaliação da companhia, o resultado reforça a resiliência do modelo de negócios da Bolsa, que combina receitas ligadas diretamente à atividade de mercado com linhas recorrentes menos dependentes do ciclo econômico. “Nosso modelo de negócio ambidestro voltou a comprovar sua importância ao maximizar oportunidades tanto no segmento de receitas pró-cíclicas quanto nas recorrentes”, afirmou André Veiga Milanez, diretor-executivo financeiro e de relações com investidores da B3.

Além da expansão dos volumes negociados, a B3 também avançou na agenda de inovação. A empresa lançou novos contratos de eventos financeiros ligados ao Ibovespa, dólar e Bitcoin, além de ampliar o horário de negociação de futuros de criptoativos e ouro. A companhia também reforçou sua infraestrutura tecnológica com a expansão da capacidade de co-location, voltada a clientes que demandam maior velocidade de execução e conectividade nos sistemas de negociação.

Outras áreas da empresa também registraram crescimento relevante. O segmento de tecnologia e plataformas teve alta de 14,8% nas receitas, enquanto a divisão de soluções analíticas de dados avançou 22,9%, impulsionada principalmente pelos produtos ligados aos mercados de crédito, veículos e prevenção a perdas.



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