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A OpenAI anunciou a inclusão de David Vélez, CEO do Nubank, e Robin Vince, CEO do BNY Mellon, em seu conselho de administração, visando fortalecer sua governança corporativa antes do IPO.
As nomeações são estratégicas, pois a empresa busca expandir sua atuação no mercado corporativo e intensificar a monetização de suas ferramentas de inteligência artificial. Além de seus papéis no conselho, Vélez e Vince também farão parte da OpenAI Foundation.
A OpenAI protocolou um pedido confidencial de IPO em junho, mas a operação pode ser adiada para 2027. A empresa enfrenta desafios de governança e concorrência crescente, especialmente da Anthropic, que tem mostrado um crescimento de receita mais acelerado.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Em meio aos preparativos para abrir seu capital, a OpenAI anunciou, na terça-feira, 21 de julho, que David Vélez vai reforçar seu conselho de administração.
Além do fundador e CEO global do Nubank, a criadora do ChatGPT também está trazendo Robin Vince, chairman e CEO do BNY Mellon, para o board.
Segundo a companhia, as indicações buscam agregar dois executivos experientes na liderança de grandes empresas de capital aberto, em um momento em que a OpenAI trabalha para fortalecer sua governança corporativa antes do IPO.
“David e Robin são líderes excepcionais que usaram a tecnologia para remodelar os serviços financeiros e expandir oportunidades em escala global. Sua experiência será inestimável à medida que a OpenAI atende mais empresas e pessoas ao redor do mundo”, disse, em nota, Bret Taylor, presidente do conselho da OpenAI.
Além do conselho de administração, Vélez e Vince também passarão a integrar o conselho da OpenAI Foundation, organização sem fins lucrativos que controla a OpenAI. Em 2025, a empresa reorganizou sua estrutura societária.
A empresa operacional passou a ser a OpenAI Group PBC, que conta com o conselho de administração, enquanto a antiga organização sem fins lucrativos foi renomeada como OpenAI Foundation, passando a deter uma participação de 26% na companhia.
O conselho de administração da OpenAI é composto por pessoas com diferentes perfis, como o general reformado do Exército dos Estados Unidos Paul Nakasone e Zico Kolter, professor da Carnegie Mellon University responsável pela área de machine learning da instituição. Taylor é ex-co-CEO da Salesforce e CEO da startup de inteligência artificial Sierra.
Robin Vince também presidirá o comitê de auditoria da OpenAI, reforçando a supervisão sobre controles financeiros e governança corporativa, segundo o The Wall Street Journal (WSJ).
As nomeações ocorrem em um momento estratégico para a OpenAI. A empresa vem ampliando sua atuação no mercado corporativo, intensificando a monetização de suas ferramentas de inteligência artificial (IA) e fortalecendo sua governança após as mudanças promovidas no conselho desde a crise envolvendo o CEO Sam Altman, em 2023, quando foi brevemente afastado do comando.
A OpenAI vem se preparando para abrir o capital e protocolou, em junho, um pedido confidencial de IPO junto à Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos Estados Unidos). No entanto, a operação pode ocorrer apenas em 2027, após as ações da SpaceX registrarem queda nos dias seguintes à listagem, além das recentes notícias sobre novos modelos de IA vindos da China.
As informações de mercado apontam que Altman pretende abrir o capital da OpenAI com uma avaliação de US$ 1 trilhão, superando o valuation de US$ 730 bilhões alcançado na rodada realizada em fevereiro, quando a empresa captou US$ 110 bilhões.
Ao mesmo tempo em que busca a melhor avaliação para abrir seu capital, a OpenAI também precisa lidar com uma série de questões espinhosas de governança corporativa, incluindo processos judiciais que alegam que a empresa incentivou suicídios e alucinações prejudiciais por meio do ChatGPT.
Tudo isso ocorre em um momento em que a concorrência na inteligência artificial se intensifica. A Anthropic vem ganhando espaço e, recentemente, apresentou um crescimento de receita mais acelerado do que o da OpenAI, ao mesmo tempo em que consumiu menos caixa, uma comparação desfavorável para a empresa de Sam Altman às vésperas do IPO.




