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terça-feira, agosto 11, 2026

AmFi supera R$ 3 bilhões em operações e acelera avanço no crédito privado

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A AmFi, hub de tecnologia de produtos para o mercado de capitais, encerrou 2025 com mais de R$ 3 bilhões em operações estruturadas realizadas por meio de sua plataforma, resultado que representa uma expansão de 700% em relação ao ano anterior e consolida a empresa como um dos principais players de tecnologia voltados ao crédito privado no Brasil. O desempenho reflete um ciclo acelerado de crescimento institucional e reforça o avanço desse segmento como alternativa relevante de financiamento da economia real, especialmente em um ambiente de juros elevados e maior seletividade por parte dos bancos.

Criada em 2023, a companhia estruturou sua atuação a partir da conexão entre originadores e investidores, com foco na construção de processos, controles e governança compatíveis com operações complexas. Em menos de dois anos, a plataforma ultrapassou a MARCA de 500 operações estruturadas, reuniu cerca de 2 mil investidores e estabeleceu integração com mais de 100 originadores, incluindo securitizadoras, fintechs, fundos e gestoras de crédito privado. A proposta combina instrumentos tradicionais do mercado de capitais com uma camada tecnológica baseada em blockchain, voltada à padronização, rastreabilidade e automação.

O crescimento da AmFi ocorre em paralelo à consolidação do crédito privado no país, impulsionada pela maior demanda por estruturas como securitizações e operações lastreadas em recebíveis. Esse movimento tem elevado a necessidade de eficiência operacional e transparência ao longo do ciclo dos ativos, abrindo espaço para plataformas que consigam organizar fluxos, dados e processos de forma integrada.

Segundo João Pirola, cofundador da empresa, a estratégia tem sido desenvolver uma infraestrutura robusta capaz de atender simultaneamente investidores e originadores, com rigor técnico e previsibilidade. Ao longo de 2025, as operações concentraram-se em instrumentos já consolidados, como debêntures financeiras e certificados de recebíveis, mantendo a tokenização como um elemento tecnológico complementar, sem alterar a natureza econômica dos ativos.

No campo internacional, a companhia avançou em iniciativas voltadas à integração com novos mercados. Entre os projetos, está a parceria com a Rayls, blockchain de camada 1 voltada à tokenização de ativos reais, que prevê a migração gradual do portfólio institucional e o desenvolvimento de emissões com metas superiores a US$ 1 bilhão até 2027. A AmFi também firmou acordo com a Helix, plataforma baseada em Singapura, para estruturar operações direcionadas a investidores estrangeiros, conectando capital asiático a ativos brasileiros por meio de estruturas em dólar.

Para os próximos anos, a empresa pretende aprofundar a relação com originadores recorrentes, ampliar a base de investidores institucionais e consolidar sua posição como infraestrutura relevante para o crédito estruturado no país. A estratégia está ancorada na padronização das operações, no ganho de eficiência e na integração entre tecnologia e regulação.

Na avaliação de Pirola, o Brasil reúne condições singulares para atrair capital global, sobretudo pela combinação de taxas de juros reais elevadas e demanda por instrumentos estruturados. O desafio, segundo ele, passa menos pela geração de demanda e mais pela capacidade de organizar e escalar esse potencial. A expectativa é que 2026 seja um período de consolidação, com crescimento sustentado e avanço da tokenização como mecanismo de acesso de investidores internacionais ao mercado brasileiro.




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