Os investidores estrangeiros retiraram R$ 11,7 bilhões da bolsa brasileira no mês de maio, segundo dados da B3 atualizados até a última quarta-feira (20). Apesar da saída, no acumulado deste ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 44,8 bilhões.
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O sócio da Perspective Investimentos, Hugo Otani, lembra que, no início do ano, a bolsa saltou dos 140 mil pontos para perto dos 200 mil pontos rapidamente, em especial devido ao aporte de mais de US$ 70 bilhões por parte do investidor estrangeiro.
“O curioso é que nós tivemos um fluxo enorme no começo do ano e agora, em apenas quinze dias, tivemos uma saída de 25% de tudo o que entrou naquele período”, destaca Otani no Giro do Mercado desta sexta-feira (22).
Segundo o analista, o motivo é mais macroeconômico e internacional do que doméstico, com uma realocação de capital de setores ligados a commodities – bastante associados à bolsa brasileira – para aqueles ligados à tecnologia, e, por isso, a bolsa americana teve uma alta expressiva.
Outro ponto levantado foram os juros altos nos Estados Unidos, com possibilidade de avanço em decisões futuras do Federal Reserve. Otani afirma que isso incentiva os investidores a diminuírem a posição em emergentes.
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“Se os emergentes estão subindo, nós estamos subindo, e o contrário também é verdade. Então, não é uma questão intrínseca: somente mérito ou demérito brasileiro”, aponta.
Além disso, o sócio da Perspective ressaltou a questão do câmbio, com o dólar-real atingindo a relação de R$ 4,90. “Para o investidor estrangeiro, isso é considerado um bom câmbio, então ele aproveitou para realizar lucro e retirar um pouco dos investimentos do Brasil”.
Mais saídas pela frente?
Otani questiona, em razão do forte crescimento da bolsa brasileira e da relação com o fluxo estrangeiro, se essa retirada de capital externo deste mês de maio não é apenas uma correção. “Será que ainda tem uma gordura maior para queimar?”.
Ele cita um estudo do J.P. Morgan que olhou para os últimos dez anos e verificou doze momentos em que ocorreram saídas abruptas de capital em 15 dias, semelhantes às vistas agora na bolsa brasileira.
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“O volume do capital retirado foi na média dos outros anos. Isso pode significar talvez um final para o movimento de saída do fluxo estrangeiro”, afirmou o analista.
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*Com supervisão de
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