(Imagem: Da esquerda para direita: , Samuel Kinoshita, represetando o governo Tarcísio, Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Dario Durigan, Tarciana Medeiros e Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos)
Se o Banco do Brasil (BBAS3) e o governo de São Paulo atuam em esferas diferentes, isso não impediu que os entes trocassem afagos.
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Em evento de assinatura de um empréstimo do banco ao governo paulista — destinado a financiar a construção do túnel que ligará Santos ao Guarujá —, o secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita, não deixou de exaltar a instituição.
De acordo com ele, o banco possui qualidade e robustez em seus processos. “O próprio governador Tarcísio [de Freitas] disse isso à presidente [Tarciana de Medeiros] quando ela esteve com a sua equipe lá no Palácio dos Bandeirantes”, afirmou.
Ainda segundo Kinoshita, além de ser robusto, sério e profissional, o banco também desempenha um papel relevante na “alavancagem de talentos”.
“Tem muita gente muito talentosa que se formou no banco e que, posteriormente, saiu para empreender em outras instituições ou assumir posições em diferentes administrações”, disse.
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A operação, no valor de R$ 2,57 bilhões, foi estruturada pelo BB e conta com garantia da União. Às portas das eleições, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, não apareceu.
Taxas atrativas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também ressaltou que o empréstimo do Banco do Brasil possui uma taxa de juros muito boa, de CDI mais 1,59, “que é algo bastante difícil de se achar no mercado”.
“E isso em grande medida porque a União garante essa operação. Então o recurso do Banco do Brasil é destinado ao Estado de São Paulo com garantia da União. Caso haja um inadimplente do Estado de São Paulo, a União paga a operação de empréstimo”.
O túnel Santos-Guarujá é uma das principais vitrines tanto do governo federal quanto do estadual. Prometida há mais de 100 anos, a obra será realizada por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada).
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O governo federal entrará com R$ 2,57 bilhões, o Estado com mais R$ 2,57 bilhões e a iniciativa privada com R$ 1 bilhão.
Trata-se do maior investimento individual do Novo PAC federal. Será o primeiro túnel imerso da América Latina, conectando os municípios por meio de uma ligação submersa sob o canal portuário.
Além de Kinoshita, participaram do evento o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
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