Os mercados começam a semana atentos à escalada das tensões no Oriente Médio. Após novos confrontos entre Estados Unidos e Irã na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, o preço da commodity voltou a subir e o barril do Brent superou os US$ 90. O movimento reacende preocupações sobre possíveis impactos na economia global e reduz o apetite dos investidores por ativos de maior risco.
Além da questão geopolítica, o mercado segue avaliando os sinais do Federal Reserve. O discurso de Kevin Warsh, presidente da autoridade monetária americana, na última sexta-feira reforçou a preocupação com a inflação e aumentou as expectativas de uma nova rodada de aperto monetário nos Estados Unidos. Nesta semana, as atenções se voltam para os dados do mercado de trabalho americano, com destaque para o relatório de emprego de sexta-feira, que deverá oferecer novas pistas sobre os próximos passos da política monetária.
No cenário doméstico, a alta do petróleo pode influenciar as expectativas para inflação e juros, tornando o ambiente mais sensível para os ativos brasileiros. Os investidores acompanham ainda a divulgação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 e os números do Boletim Focus, além das negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre tarifas de importação.




