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sexta-feira, junho 5, 2026

Ibovespa em forte baixa; os 170 mil pontos vão segurar?

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O Ibovespa voltou a sofrer forte pressão vendedora e retomou o fluxo de baixa, encerrando a última sessão com queda de 2,22%, aos 170.330 pontos. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 170.007 pontos e a máxima de 174.192 pontos, ampliando o movimento corretivo iniciado após a máxima histórica em 199.354 pontos.

Pelo gráfico diário, observa-se que o índice segue negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo a estrutura de baixa no curto prazo. Além disso, o rompimento de importantes regiões de suporte reforça a predominância do fluxo vendedor e aumenta a probabilidade de continuidade da correção.

O IFR (14) em 31,18 já se aproxima da região de sobrevenda, condição que pode favorecer repiques técnicos ou movimentos de alívio. No entanto, apesar dessa possibilidade, o cenário principal continua baixista enquanto o índice permanecer abaixo das médias móveis e sem sinais claros de reversão.

Para uma recuperação mais consistente, considera-se essencial a retomada acima das regiões de resistência em 174.200/178.340 pontos, seguida pela faixa de 181.560/187.780 pontos. Somente a superação desses níveis poderia abrir espaço para uma recuperação mais robusta.

Por outro lado, o mercado segue em uma região crítica. A perda do suporte em 170.000 pontos poderá acelerar o fluxo vendedor, abrindo caminho para testes em 164.780/161.745 pontos, com projeção mais longa na região de 157.000 pontos.

Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, o cenário permanece amplamente negativo. O índice encerrou a sessão abaixo das médias de 9 e 21 períodos, evidenciando a continuidade da pressão vendedora no curtíssimo prazo.

Para que ocorra uma reação compradora, será necessário superar a faixa de resistência em 171.795/174.895 pontos. Caso esse movimento aconteça, os próximos objetivos passam a ser 176.030/177.160 pontos, com extensão para 178.200/179.475 pontos.

Já pelo lado da baixa, a perda da importante região de suporte em 170.000/168.835 pontos poderá intensificar as vendas, levando o índice a buscar 166.295/163.570 pontos, com alvo mais longo em 161.745/160.055 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Minicontratos

Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (03/06) com forte queda de 2,57%, aos 170.725 pontos, reforçando o domínio dos vendedores e renovando a pressão baixista observada nas últimas semanas. 

O cenário segue bastante pressionado, com o mini-índice negociando abaixo das médias móveis nos principais tempos gráficos. No gráfico de 15 minutos, o suporte em 170.640/170.470 pontos será decisivo para avaliar a continuidade do movimento vendedor, enquanto a resistência em 170.945/171.295 pontos representa a primeira barreira para uma recuperação. Apesar da forte queda, o IFR em sobrevenda no gráfico diário aumenta a probabilidade de repiques técnicos no curto prazo. 

No gráfico de 60 minutos, o ativo segue abaixo das médias móveis, mantendo o viés negativo.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos de minidólar (WDON26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão (03/06) com valorização de 1,03%, aos 5.093 pontos.

Após uma sessão de forte recuperação, o minidólar voltou a ganhar tração compradora e se aproxima de regiões importantes de resistência. No curto prazo, a faixa de 5.091/5.069 pontos passa a ser o principal suporte a ser monitorado, enquanto a resistência em 5.104/5.115,5 pontos poderá definir se o movimento de alta terá continuidade.

No gráfico de 60 minutos, o cenário também melhorou. O contrato voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que favorece a continuidade da recuperação, embora ainda existam barreiras importantes antes de uma reversão mais consistente da tendência.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos futuros de Bitcoin (BITM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (03/06) em queda de 1,74%, aos 330.680 pontos, ampliando a sequência de baixas e mantendo o ativo sob forte pressão vendedora.

Pelo gráfico diário, observo que o ativo segue em um movimento de queda bastante intenso, com potencial para continuidade do fluxo vendedor. O preço negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, com afastamento relevante dessas referências, o que reforça a força da tendência de baixa no curto prazo. Por outro lado, a intensidade da correção aumenta a probabilidade de repiques técnicos de curto prazo. O IFR (14) em 26,61 já se encontra em região de sobrevenda, sinalizando que o mercado pode buscar movimentos de alívio antes de retomar a tendência predominante.

Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 330.600/307.380 pontos pode acelerar ainda mais a pressão vendedora, abrindo espaço para quedas até 289.980/260.970, com alvo mais longo em 250.560/241.630 pontos

Por outro lado, uma recuperação mais consistente dependerá da superação da faixa de 351.480/377.620 pontos; acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 395.465/412.110, com projeções mais longas em 439.656/451.810 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Suporte e resistência

Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta sexta-feira (05).

IM points. Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz.



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