Copasa. Foto: DIvulgação
A Copasa (CSMG3) já não é mais a mesma de antes, na avaliação do Itaú BBA. Para o banco, a companhia de saneamento está entrando no mais importante ciclo de investimentos de sua história, no qual exigências de universalização, fatores de incentivos e ganhos de eficiência podem gerar retornos acima do parâmetro regulatório por mais de uma década.
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A visão positiva do BBA para a tese de Copasa é sustentada por uma “combinação única” de aceleração do crescimento da base de ativos, um ambiente regulatório atrativo e um período prolongado de desempenho operacional superior após a privatização.
Com isso, o banco atualizou o preço-alvo de CSMG3 de R$ 55,90 para R$ 82,50, um potencial de valorização de quase 53% em relação ao fechamento anterior (18). O BBA também segue com recomendação de compra para o ativo.
Por volta das 12h21 (horário de Brasília), Copasa avançava 1,52% (R$ 54,67). O Ibovespa, em recuperação após 11 quedas seguidas, salta 1,44%, aos 168.730,77 pontos.
Universalização e ganhos de eficiência
Para o BBA, a agenda de universalização da Copasa cria uma oportunidade sem precedentes para a expansão da base de ativos, com as estimativas do banco apontando para uma quase duplicação da base de ativos regulatórios da Copasa até 2033, em termos reais.
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“Diferentemente de um ciclo tradicional de gastos de infraestrutura (capex), porém, a privatização cria condições para que os ganhos de eficiência sejam capturados simultaneamente”, afirma.
Segundo o BBA, o arcabouço regulatório permite aos acionistas manter a maior parte dos benefícios decorrentes das reduções de gastos operacionais (opex) até 2041, transformando as melhorias operacionais em uma importante fonte de criação de valor ao longo de todo o período de universalização.
Ganhadora do setor de utilities
Na visão do Itaú BBA, a Copasa opera sob um modelo regulatório bastante atrativo dentro do setor de utilities brasileiro.
Isso, detalha o banco, porque o arcabouço combina reconhecimento tempestivo dos investimentos, um dos maiores retornos regulatórios sobre o capital entre as empresas reguladas e um sistema abrangente de fatores de incentivo, que recompensa a universalização, a qualidade dos serviços e a execução operacional.
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Como resultado, o BBA considera que a companhia está posicionada não apenas para expandir rapidamente sua base de ativos, mas também para gerar retornos acima do nível regulatório básico durante o período de maior intensidade de investimentos.
Oportunidades adicionais em MG
Outro fator mencionado pelo BBA é a concessão atual representar apenas a primeira fase da história de universalização de Minas Gerais.
De acordo com o banco de investimento, um grande número de municípios fora da área atualmente atendida pela Copasa ainda precisa realizar investimentos substanciais para atingir as metas de saneamento, criando uma oportunidade potencial comparável em tamanho ao atual ciclo de universalização da companhia.
Nos cálculos do banco, os municípios fora da área da Copasa representam aproximadamente R$ 34 bilhões em potencial adicional de investimentos e poderiam prolongar o ciclo de crescimento da companhia de saneamento muito além de 2033.
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O banco complementa que a privatização não é o fim da história, mas o início de um novo ciclo de crescimento composto da companhia.
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