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segunda-feira, junho 15, 2026

Irã foi o maior fracasso do governo Trump, diz presidente da Eurasia – Money Times

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Para o presidente e fundador da consultoria de risco global Eurasia, Ian Bremmer, a guerra do Irã foi um “desastre” e que o acordo, anunciado na noite deste domingo (14), foi a “melhor opção possível”.

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Em uma publicação na rede social X, Bremmer afirmou que o conflito foi o “maior fracasso da política externa da administração de Donald Trump por uma grande margem“.

“A guerra no Irã foi um desastre. Nenhum acordo sobre armas nucleares, mísseis balísticos e um dos regimes mais brutais do mundo permanece no poder… e está sendo recompensado”, avaliou o CEO da Eurasia.

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra iniciada há mais de três meses, no início da noite deste domingo. O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador das negociações.

Os detalhes completos do acordo ainda não foram divulgados. Segundo Sharif, o pacto estabelece o “fim imediato e permanente das operações militares” e abre caminho para novas negociações sobre questões pendentes entre os dois países.

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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, também afirmou que “o texto do memorando de entendimento com os Estados Unidos foi finalizado, e a assinatura oficial do Memorando de Entendimento de Islamabad (capital do Paquistão) ocorrerá na sexta-feira (19) na Suíça”, segundo a agência de notícias iraniana Fars.

O cientista político, por sua vez, destacou que o mundo precisa que o Estreito de Ormuz seja aberto. “Isso deveria ter acontecido meses atrás, mas o resultado de hoje é a melhor opção disponível“, disse.

Segundo Trump, Ormuz será reaberto integralmente apenas na próxima sexta-feira após a assinatura formal do acordo entre Washington e Teerã.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã — sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo —, foi o principal ponto de atenção do mercado.

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Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

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