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terça-feira, junho 30, 2026

como o mercado vê as aéreas após os resultados do 2º trimestre?

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As gigantes do setor aéreo brasileiro, Gol (GOLL54) e Azul (AZUL4), divulgaram seus resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25), com ambas companhias aéreas reduzindo prejuízos em suas operações. Às 10h17, GOLL54 subia 1,73%, a R$ 5,29, enquanto AZUL4 tinha valorização de 1,64%, a R$ 0,62.

A Gol (GOLL54), que concluiu seu processo de recuperação judicial nos EUA recentemente, registrou prejuízo líquido de R$ 1,532 bilhão no 2T25, uma redução de 60,8% frente ao prejuízo de um ano antes.

Já a Azul (AZUL4) registrou lucro líquido de R$ 1,29 bilhão no perído, contra um prejuízo de R$ 3,56 bilhões apurado no mesmo período do ano anterior. Em termos ajustados, no entanto, a companhia aérea teve um prejuízo líquido de R$ 475,8 milhões, representando uma queda de 29% no prejuízo na comparação com as perdas ajustadas de R$ 669,7 milhões registradas um ano antes.

A Azul apresentou resultados fracos no 2T25, ficando abaixo das estimativas do JPMorgan e do consenso Bloomberg. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado foi de R$ 1,142 bilhão, aproximadamente 12% abaixo das suas estimativas. O desempenho abaixo do esperado foi principalmente resultado de uma receita de passageiros 3% menor que o projetado.

A companhia encerrou o trimestre com R$ 3,3 bilhões em liquidez imediata, aumento em relação aos R$ 2,3 bilhões do 1T25, impulsionado por um empréstimo-ponte de US$ 100 milhões e pelo acesso a US$ 250 milhões do financiamento DIP de US$ 1,6 bilhão em maio.

Para o JPMorgan, o principal foco dos investidores deve seguir sendo o processo de recuperação judicial nos EUA (Chapter 11). O JPMorgan mantém recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para AZUL, negociando a 4,8 vezes o Valor da Firma (EV)/EBITDA para 2025, contra 4,6 vezes da Copa Airlines (overweight, exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e 4,7 vezes da Latam Airlines (overweight).

O Bradesco BBI comentou que a Azul reportou um EBITDA ajustado de R$ 1,14 bilhão no 2T25, representando crescimento de 9% em relação ao ano anterior, mas 17% abaixo das estimativas do banco e do consenso de mercado.

O BBI destacou que as tarifas aéreas recuaram 1%, o CASK subiu 4% (15% ex-combustível), a Azul utilizou US$ 450 milhões do financiamento DIP e deve emergir do Chapter 11 entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

O BBI manteve recomendação venda para ações da Azul, com preço-alvo de R$ 0,50.

A Genial Investimentos, por sua vez, pontou que a Azul reportou receita recorde de R$ 4,9 bilhões, impulsionada por forte demanda internacional, melhorias nas unidades de negócio e otimização da malha.

A Gol apresentou resultado abaixo da estimativa do JPMorgan, principalmente por conta do CASK ex-combustível acima do esperado. O lucro antes impostos (EBIT) reportado foi um prejuízo de R$ 349 milhões contra expectativa do banco de R$ 231 milhões), enquanto o EBITDA reportado foi de R$ 382 milhões, abaixo dos R$ 864 milhões esperados.

Ajustando as métricas operacionais por custos e despesas não recorrentes, o EBITDA teria sido de R$ 1,134 bilhão. Para o banco, o foco segue sendo a posição do balanço da companhia após o Chapter 11. A recomendação permanece underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para Gol, que negocia a 6,7 vezes EV/EBITDA 2025e, acima da média dos pares latino-americanos de 4,5 vezes.



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