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quarta-feira, julho 29, 2026

CVM adia assembleia da EMAE (EMAE4) sobre incorporação pela Sabesp (SBSP3) e pede informações adicionais; ação recua 2% – Money Times

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(Imagem: Facebook-Sabesp)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acatou por unanimidade o pedido de uma acionista minoritária da EMAE (EMAE4) para adiar por 30 dias a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), prevista para esta quinta-feira (30), para deliberar sobre a incorporação da companhia pela Sabesp (SBSP3).

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A acionista questionou a operação na Justiça e na própria CVM, argumentando que o valor repassado para os minoritários deveria ser pelo menos o dobro do previsto pela Sabesp.

O prazo de 30 dias começa a valer a partir da data em que a EMAE disponibilizar aos acionistas as informações complementares da incorporação exigidas pela CVM.

Segundo a decisão da autarquia, a EMAE deve apresentar os dados econômico-financeiros que fundamentam a conclusão sobre a comutatividade da relação de troca, conforme Resolução 81 da CVM.

Além disso, a companhia terá de complementar as informações exigidas pela regulamentação, especialmente sobre eventuais saldos existentes entre as partes e sobre a natureza e a extensão do interesse especial da Sabesp na operação.

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Por volta das 12h24 (horário de Brasília), SBSP3 recuava 2,79% (R$ 27,48), enquanto EMAE4 tinha perdas de 2,22% (R$ 35,20).

Por que isso pesa para o mercado?

Para o sócio da Fatorial Investimentos Fábio Lemos, o mercado costuma reagir negativamente porque o adiamento da AGE aumenta a incerteza sobre a conclusão da operação.

Segundo Lemos, enquanto a operação não é aprovada, a Sabesp adia a captura das sinergias esperadas, prolonga um processo que pode gerar novos questionamentos jurídicos e regulatórios, além de abrir espaço para eventuais mudanças na relação de troca das ações.

“Em operações societárias, tempo significa risco. Quanto maior a incerteza, maior tende a ser o desconto pelos investidores, mesmo que a tese de longo prazo da companhia permaneça inalterada”, explica o sócio da Fatorial.

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Na visão de Lemos, a exigência da CVM vai além de um simples atraso. “Ao pedir informações adicionais sobre a relação de troca, a autarquia aumenta a possibilidade de novos questionamentos e até de mudanças nos termos da incorporação, o que eleva o risco de execução da operação”, afirma.

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