Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (17/08) estáveis, com variação de 0,00%, aos 169.975 pontos. O Ibovespa recuou 0,09%, aos 166.783,57 pontos, e completou a décima sessão consecutiva de queda, pressionado pela saída de R$ 15,6 bilhões em capital estrangeiro da Bolsa em agosto. No exterior, o aumento das tensões no Oriente Médio levou o petróleo a subir mais de 2% e pressionou Wall Street. No Brasil, o IBC-Br reforçou os sinais de desaceleração da economia, enquanto as quedas dos grandes bancos pesaram sobre o índice, apesar dos avanços de Vale e Petrobras.
Para os traders de mini-índice, sem indicadores relevantes na agenda desta terça-feira, o fluxo estrangeiro e o comportamento dos bancos deverão permanecer como as principais referências. A reação de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), o desempenho das bolsas norte-americanas e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio também poderão definir se o contrato encontra espaço para um repique ou prolonga o movimento negativo.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão estável e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém aberta a possibilidade de recuperação, mas o contrato ainda precisa superar as resistências mais próximas para confirmar a entrada de força compradora.
Para dar continuidade ao movimento de baixa, considero necessária a entrada de fluxo vendedor capaz de romper o suporte em 169.525/168.865 pontos. A perda dessa faixa poderá ampliar o fôlego vendedor e abrir caminho para 167.975/167.720 pontos. Em uma extensão do movimento negativo, o alvo mais longo estará em 167.325/166.340 pontos.
No sentido contrário, a retomada da alta dependerá da superação da resistência em 170.315/171.240 pontos. Confirmado o rompimento, o mini-índice poderá avançar em direção a 171.865/172.260 pontos. Acima dessa região, o objetivo mais longo estará em 173.700/174.915 pontos.
No gráfico diário, o mini-índice também encerrou a última sessão estável. O contrato permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, com afastamento considerável dessas referências, configuração que mantém o cenário técnico pressionado e exige cautela.
Agora, acompanho se o ativo encontrará força para iniciar uma recuperação ou se retomará o movimento de baixa recente. Para restabelecer o fluxo de alta, o mini-índice precisará superar as resistências em 171.240 pontos, 173.265 pontos e 177.730 pontos. Acima dessas regiões, o objetivo inicial estará em 184.425/186.045 pontos.
Já a continuidade da baixa dependerá do rompimento do suporte em 167.975/165.250 pontos. Caso essa faixa seja perdida, o contrato poderá buscar 158.715/154.000 pontos. O IFR de 14 períodos está em 31,82 pontos, ainda em região neutra, mas próximo da zona de sobrevenda.

WINV26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão estável e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse posicionamento favorece uma tentativa de reação, mas ainda será necessária a entrada de volume para confirmar a retomada do fluxo comprador.
Para avançar, o contrato precisará superar inicialmente a resistência em 171.240/172.260 pontos e, posteriormente, o nível de 176.380 pontos. Acima dessas referências, o mini-índice poderá buscar 177.265/180.170 pontos. Em uma extensão do movimento altista, os objetivos seguintes estarão em 182.095/184.425 pontos.
Por outro lado, a retomada do fluxo de baixa dependerá do rompimento dos suportes em 169.525/167.975/166.115 pontos. Caso essa região seja perdida, o contrato poderá recuar em direção a 165.280/163.845 pontos. Em um movimento vendedor mais prolongado, os alvos seguintes estarão em 162.510/161.880 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




