O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 0,86%, aos 171.906 pontos, completando o quarto avanço consecutivo. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 169.330 pontos e a máxima de 173.109 pontos.
Na minha leitura, a sequência positiva dá mais consistência ao movimento de recuperação e evidencia o fortalecimento gradual do fluxo comprador. Apesar da melhora, o índice ainda enfrenta médias e resistências importantes antes de confirmar uma retomada mais ampla da alta.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa negocia entre as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Para ampliar a recuperação, considero necessária a entrada de força compradora capaz de superar a região das médias e das resistências em 174.245/180.680 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 187.780/192.890 pontos.
Na direção contrária, acompanho os suportes em 164.835/161.745 pontos. A perda dessa região poderá interromper a recuperação e recolocar o índice no fluxo de baixa, com possibilidade de queda até 157.000 pontos e, em um movimento mais prolongado, 153.570 pontos. O IFR (14) está em 51,26 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa encerrou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a melhora do cenário no curto prazo. A média de 200 períodos, no entanto, permanece como resistência imediata.
Para dar continuidade à alta, acompanho o rompimento da faixa de 173.110/176.285 pontos. Caso essa região seja superada com entrada de fluxo comprador, os próximos alvos estarão em 179.350/180.940 pontos e, posteriormente, em 182.870/185.585 pontos.
Para retomar o movimento de baixa, o índice precisa perder o suporte em 169.330/166.200 pontos. Um rompimento acompanhado de maior volume vendedor poderá levar o Ibovespa em direção a 164.835/164.090 pontos, com um objetivo mais longo em 163.570/161.745 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (24/08) em alta de 0,34%, aos 174.715 pontos.
O mini-índice avançou na última sessão, mas perdeu força ao longo do pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para ampliar a recuperação, precisará superar a primeira resistência em 174.940/175.230 pontos. Já a perda do suporte em 174.600/173.600 pontos poderá intensificar o fluxo vendedor.
No gráfico de 60 minutos, o contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando uma configuração mais favorável aos compradores. No diário, negocia entre essas referências e ainda precisa superar resistências importantes para confirmar a continuidade da alta.

Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (24/08) em alta de 0,30%, aos 5.165,5 pontos.
O minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. O contrato, porém, ainda negocia dentro de um canal de baixa, o que mantém a necessidade de confirmação da reação compradora. Para esta terça-feira, considero o rompimento da resistência em 5.171/5.194,5 pontos necessário para a continuidade da alta, enquanto a perda do suporte em 5.155,5/5.148 pontos poderá favorecer a retomada da pressão vendedora.
Já no gráfico de 60 minutos, a configuração é mais favorável aos compradores, com o minidólar acima das médias curtas, embora ainda dependa da superação das resistências para ampliar o movimento positivo.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão em alta de 1,94%, aos 404.200 pontos.
No gráfico diário, observo que o BITQ26 avançou pela sexta sessão consecutiva e manteve o forte fluxo de alta iniciado após a saída da lateralização. O contrato negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, com afastamento considerável em relação a elas, evidenciando um movimento bastante esticado.
A formação de uma possível estrela cadente também exige atenção. Caso o padrão seja confirmado, poderá sinalizar o início de um movimento corretivo. O IFR (14), em 81,12 pontos, reforça essa cautela ao permanecer na região de sobrecompra.
Na minha avaliação, a combinação entre a sequência de altas, o distanciamento das médias e o IFR elevado aumenta o risco de realização no curto prazo, embora o fluxo principal ainda seja positivo.
Para retomar o movimento de baixa, considero necessária a perda do suporte em 387.200/364.260/346.780 pontos. O rompimento dessa região poderá ampliar a pressão vendedora e abrir espaço para uma correção em direção a 321.040/308.250 pontos e, em um movimento mais prolongado, a 297.350/267.590 pontos.
No campo positivo, a continuidade da alta dependerá do rompimento da resistência em 405.500/424.600 pontos. Acima dessa faixa, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 450.515/465.940 pontos, com alvo mais longo em 506.990/574.690 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (25).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




