O uso de aplicativos de transporte tem crescido significativamente nos últimos anos, acompanhando a demanda por mobilidade rápida e flexível nas grandes cidades.
Com essa expansão, surgem dúvidas importantes sobre a proteção dos veículos usados, especialmente na hora de contratar um seguro adequado para quem trabalha com esse tipo de serviço.
Um leitor, que se identificou como Estúdio Art Positiva, questionou: “Para segurar um carro que roda em aplicativo, devo fazer um seguro específico, ou o seguro comum serve?
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Alexandre Fiori, gerente técnico do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo), afirma que atualmente existem seguros específicos para veículos que rodam em aplicativos, oferecidos por seguradoras como Porto Seguro, Allianz, Bradesco e Zurich.
“As coberturas básicas, como colisão, incêndio, roubo e furto, são semelhantes às do seguro auto comum, mas há diferenças importantes, como a inclusão da cobertura para acidentes com passageiros (APP) e a recomendação da cobertura de responsabilidade civil facultativa de veículos (RCFV)”, explica.
Além disso, por se tratar de um uso mais intenso e com maior risco, o seguro para carro de aplicativo geralmente é mais caro. Segundo Fiori, os preços podem variar entre 20% e 60% a mais.
A principal razão dessa diferença de valores está na maior exposição ao risco pelo uso diário e contínuo dos veículos, que circulam o dia todo transportando passageiros.
As seguradoras também exigem que o segurado informe obrigatoriamente que o veículo será usado para transporte por aplicativo, para que a apólice adequada seja emitida.
Seguro auto comum pode não garantir proteção
Optar pelo seguro auto tradicional para um carro que roda em aplicativo pode ser um risco.
Como o uso do veículo para transporte remunerado não está declarado, em caso de sinistro a seguradora pode recusar a cobertura.
Por isso, para quem roda por aplicativo, o ideal é contratar o seguro específico, que oferece proteção adequada para a atividade.
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