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quinta-feira, setembro 3, 2026

Cuca defende uso de Neymar e analisa eliminação do Santos

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O técnico Cuca defendeu a decisão de utilizar Neymar e força máxima no empate por 0 a 0 com o Palmeiras, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, que decretou a eliminação do Santos nas quartas de final da Copa do Brasil. O treinador afirmou que precisava correr riscos na tentativa de reverter a desvantagem de 3 a 0 construída pelo rival no jogo de ida e lamentou os problemas físicos sofridos durante a partida.

“Quando eu preservei o Neymar, o mundo cai nas costas da gente porque está abrindo mão da competição. Aí nós fizemos um bom jogo domingo com o Corinthians, vencemos. Como que eu vou hoje, num jogo de volta, todos os ingressos vendidos, uma motivação muito grande de todo torcedor?”, questionou.

Neymar, Barreal e Lucas Veríssimo deixaram o confronto com problemas físicos. Cuca lembrou que havia sido criticado por preservar o camisa 10 no primeiro duelo e explicou por que decidiu utilizá-lo na volta, mesmo após a vitória sobre o Corinthians no domingo.

“São riscos que você tem que correr. Se eu tivesse tirado os jogadores machucados e não tivesse posto para jogar, você estaria me cobrando a desclassificação. Por quê? Porque são riscos que você tem que correr. Infelizmente, a gente perdeu os jogadores, porque jogar domingo e quarta numa intensidade como a gente jogou é muito difícil”, acrescentou.

Cuca lamenta lesões no Santos

Neymar sentiu o quadríceps femoral da coxa direita aos 44 minutos do primeiro tempo e não retornou após o intervalo. Barreal já havia deixado o campo aos 28, com dores na posterior da coxa esquerda. Lucas Veríssimo, com dores no tornozelo, também precisou ser substituído no intervalo.

Cuca afirmou que o Santos ainda não possui um diagnóstico preciso sobre os problemas e que os atletas passarão por exames.

“As lesões, a gente não tem apurado nada. Ele [Veríssimo] vai fazer [exame no] tornozelo, as outras duas [lesões de Neymar e Barreal] acho que são musculares, mas aí vai fazer exame para ver o tipo de lesão que é, que grau de lesão que é”, explicou.

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O treinador ainda indicou que o Peixe provavelmente terá de se preparar sem Neymar para o compromisso contra o Internacional.

“Realidade, né? Não é nem uma situação que a gente queira. É a realidade. Ele está fora, provavelmente, não sei o próximo jogo, e nós vamos ter que nos virar sem ele. Como a gente nos viramos aí quando ele estava na Copa. Fizemos bons jogos. Vamos trabalhar em cima disso mais uma vez”, disse.

O que faltou ao Santos?

Ao analisar a partida, Cuca avaliou positivamente o primeiro tempo do Santos. O treinador destacou o controle exercido pelo Peixe, mas reconheceu que faltaram contundência e maior presença na área para transformar o domínio em oportunidades claras.

“O primeiro tempo nosso foi precioso. Faltou um pouco de contundência no ataque, um pouco mais de entrar na área para os cruzamentos, mais gente chutando no gol, mas foi um domínio, posse de bola, controle, roubada de bola no ataque. Falta alguma coisa, mas fomos melhores”, analisou.

Para Cuca, o primeiro gol poderia ter mudado o cenário emocional de uma partida em que o Santos precisava de uma grande reação.

“Uma bola dessas que entra muda o jogo, muda completamente o emocional e a atmosfera do jogo. Infelizmente não entrou.”

O treinador também reconheceu os méritos do Palmeiras. Segundo ele, a concentração de jogadores pelo meio e a forte marcação do adversário dificultaram a criação santista.

“O meio fica afunilado. No meio tem sete, oito jogadores e as laterais têm dois. Então sempre vai sobrar um lado do campo para você jogar, não vai sobrar livre um meia para jogar. O Palmeiras MARCA até individual, é muito difícil de ter o espaço”, explicou.

Cuca ainda detalhou a tentativa de tornar o Santos mais ofensivo na segunda etapa, mesmo assumindo maior risco defensivo.

“Nós tentamos no intervalo, quando a gente pôs mais jogadores para chegar dentro da área, para ter uma individualidade, que era o Moisés, que era o Rony pelo outro lado, com o Rollheiser e o Bontempo alimentando eles, apenas com um volante, que era o Oliva, correndo o risco, lógico, de tomar um contra-ataque, porque baixamos o Arão para a zaga. Mas, mesmo assim, não foi suficiente. Infelizmente, a gente não conseguiu pelo menos vencer”, completou.

Quando Santos volta a jogar?

Eliminado da Copa do Brasil, o Santos volta suas atenções ao Campeonato Brasileiro. O Peixe enfrenta o Internacional neste domingo, às 16h (de Brasília), no Beira-Rio, pela 26ª rodada.





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