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terça-feira, julho 7, 2026

A hora de Luis Suárez no comando de uma seleção da Colômbia que sonha alto na Copa do Mundo

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Chegou a hora de Luis Suárez honrar um nome que outro atacante, uruguaio, tornou famoso. Com Jhon Córdoba lesionado, o atacante tem caminho livre para liderar a Colômbia no confronto das oitavas de final da Copa do Mundo, nesta terça-feira (7), contra a Suíça, em Vancouver.

Espera-se que o jogador do Sporting de Lisboa comande o ataque colombiano, setor que gerou inúmeras finalizações a gol (28) na Copa de 2026, na América do Norte, mas marcou muito menos gols (5) do que o esperado, fato que gera ansiedade entre os torcedores da seleção.

Apesar desse desperdício de chances, o time comandado por Néstor Lorenzo chega invicto (três vitórias e um empate) e se mostra uma das equipes mais sólidas para esta partida da Copa do Mundo no Canadá, um dos três países-sede, ao lado de Estados Unidos e México.

Nascido há 28 anos na cidade caribenha de Santa Marta, terra de lendas colombianas como Radamel Falcao García e ‘El Pibe’ Carlos Valderrama, Suárez ainda não balançou as redes em sua primeira participação em Mundiais.

Sua excelente temporada em Portugal criou expectativas em um país determinado a ir além das quartas de final, fase alcançada no Brasil em 2014, marcando o melhor desempenho da seleção colombiana até hoje no principal torneio de futebol.

Na temporada passada, o atacante figurou entre os principais artilheiros das grandes ligas europeias, marcando 28 gols no Campeonato Português, uma MARCA superada apenas por Harry Kane (36), do Bayern de Munique, na Bundesliga.

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Desfalque que abre caminhos

Desde o declínio de Falcao, maior artilheiro da história da seleção colombiana, com 36 gols, ‘La Tricolor’ tem enfrentado dificuldades para balançar as redes.

A ascensão de Suárez parecia solucionar essa questão, um problema que contribuiu para a ausência da equipe na Copa do Mundo de 2022, no Catar, após passar sete jogos consecutivos sem marcar na reta final das Eliminatórias Sul-Americanas.

No entanto, o atacante nascido na região caribenha não tem tido sorte na hora de finalizar. Ele foi titular na estreia contra o Uzbequistão (3 a 1), já que Córdoba lidava com problemas físicos, e depois entrou no decorrer das partidas contra a República Democrática do Congo (1 a 0), Portugal (0 a 0) e Gana (1 a 0).

Córdoba sofreu uma lesão logo no início do jogo contra Gana, pelos 16-avos de final. Suárez o substituiu aos 8 minutos e, seis minutos depois, em seu momento mais decisivo no torneio, deu a assistência para o gol da vitória, marcado por Jhon Arias.

“Parece que só brilhamos quando marcamos, mas, além disso, há muito trabalho a ser feito em prol do coletivo e não apenas agora. Já vínhamos fazendo isso em jogos anteriores”, disse o atacante.

Há receio de que Córdoba perca o restante do torneio devido a uma aparente lesão no músculo adutor da coxa esquerda, o que abriria caminho para Suárez assumir a titularidade, se o técnico Lorenzo optar por essa alternativa.

“O gol vai sair”

O técnico argentino, no entanto, tem outras opções.

Os substitutos naturais são Suárez ou o versátil Juan Camilo ‘Cucho’ Hernández. Mas ele também poderia optar, embora não seja a escolha habitual, por escalar Luis Díaz no ataque. O astro colombiano tem sido incisivo, mas marcou apenas um gol e deu uma assistência até agora.

“Vivemos desses gols para ganharmos muita confiança. Ele vai sair. Vou manter a calma e continuar trabalhando da mesma forma. Temos experiência nesse tipo de jogo. Não vou ficar obcecado com isso, e o importante é que estamos criando chances de gol”, disse o ponta à ESPN após eliminar Gana.

A Suíça representa um dos maiores desafios até o momento para os colombianos, que vêm diminuindo sua dependência do talento do armador James Rodríguez.

Os suíços lideraram seu grupo à frente do Canadá e eliminaram a Argélia de Riyad Mahrez (2 a 0) nos 16-avos.

O promissor Johan Manzambi, de 20 anos, com três gols e duas assistências, representa o maior desafio para a sólida defesa colombiana, que sofreu apenas um gol na América do Norte.

“Ele tem sido um jogador especial e valioso desde o primeiro dia. Evoluiu a cada partida e é muito perigoso em todos os ataques”, destacou o técnico suíço Murat Yakin.

Yakin busca levar seu país às quartas de final pela primeira vez desde 1954. Quam avançar vai enfrentar o vencedor do confronto entre Argentina e Egito.

Por AFP





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