A Telecom Italia alertou para um aumento expressivo de ataques de ransomware em 2025, à medida que cibercriminosos utilizam inteligência artificial (IA) e automação para ampliar suas campanhas.
A Telecom Itália advertiu que as tensões geopolíticas estão remodelando o cenário de riscos digitais, assim como, a evolução do uso da inteligência artificial. Os dois somados contribuíram para um aumento expressivo de ataques de ransomware em 2025, revela a segunda edição do s Relatório de Segurança Cibernética da operadora, produzido em parceria com a organização italiana sem fins lucrativos Cyber Security.
O relatório assinala que as reivindicações de ataques de ransomware ultrapassaram 7.400 em todo o mundo em 2025, um aumento de 42% em comparação com 2024. Apontou também que campanhas de malware afetaram entidades em cerca de 200 países e um aumento de 20% nas vulnerabilidades conhecidas. Destacou ainda as falhas de dia zero como uma preocupação crescente, pois podem ser exploradas antes que os fornecedores lancem correções.
O estudo aponta o risco para o promptware, uma forma de ataque cibernético projetada para manipular IA generativa (genAI) e LLMs (Lower Learning Machines – Máquinas de Aprendizado de Máquina); e o quishing, um golpe que utiliza códigos QR comprometidos, dispositivos inteligentes e a segurança de redes de satélite como áreas de risco emergentes. O relatório argumentou que a resiliência cibernética está agora atrelada à continuidade dos serviços, à competitividade industrial e à segurança nacional em geral.
Os incidentes de negação de serviço distribuída (DDoS), que são ataques projetados para sobrecarregar sites, aplicativos ou redes, inundando-os com tráfego, caíram 36%, em parte devido a medidas preventivas. No entanto, o relatório alertou que essa queda não significa que a ameaça esteja diminuindo. Os ataques se tornaram mais focados, persistentes e direcionados a alvos estratégicos, incluindo governos, empresas de telecomunicações e sistemas de transporte, enquanto o tempo médio de exposição aumentou 19%.
Segundo o relatório, a IA, embora atue como um “multiplicador de ameaças” usado para automatizar códigos maliciosos e acelerar fraudes, phishing e abusos, também fortaleceu as capacidades de prevenção, análise e resposta a ataques.
Alessandra Michelini, CEO e presidente do conselho da Telsy, braço de cibersegurança do Grupo TIM, afirmou que a resposta a ameaças não pode se limitar ao gerenciamento de emergências, defendendo investimentos ativos em “soberania digital, desenvolvimento de habilidades e tecnologias seguras”.




