A Stone demitiu quase 400 funcionários, maior parte ligada à área de TI. Demitidos denunciam substituição de pessoas por Inteligência Artificial para ‘redução de custos’. Fintech -que recém-vendeu a Linx para a TOTVS – assume as demissões, mas alega que foi feito ‘um ajuste de operação’ e que as saídas representam aproximadamente 3% do quadro de funcionários.
O Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (SINDPD-SP) repudiou a decisão da Stone de promover uma demissão em massa de trabalhadores justamente durante o período de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Para o sindicato, a medida é grave e configura prática antissindical, além de representar um desrespeito ao processo de negociação coletiva em curso.
O SINDPD-SP observa que o Supremo Tribunal Federal (STF) já firmou entendimento de que demissões coletivas devem ser precedidas de negociação com o sindicato representativo da categoria. ” ignorar esse princípio e realizar cortes em massa durante o período de negociação do acordo coletivo, a empresa afronta não apenas os trabalhadores atingidos, mas também o próprio sistema de relações de trabalho previsto na Constituição”, denunciou.
O sindicato informa que adotará as medidas jurídicas cabíveis para proteger os trabalhadores. Entre as providências que serão tomadas estão o acionamento da empresa na Justiça do Trabalho pela realização de demissão em massa sem negociação prévia e o pedido de reintegração dos trabalhadores dispensados, diante da evidente prática antissindical ocorrida durante o processo negocial.




