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sábado, julho 11, 2026

O restaurante Cantaloup estreia em Lisboa e dá início à expansão internacional

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Para celebrar os 30 anos do restaurante Cantaloup, o empresário Daniel Sahagoff está expandindo seus negócios para Lisboa.

Prevista para abrir na próxima quarta-feira, 15 de julho, a nova casa está localizada no Chiado, um bairro tradicional e boêmio.

O espaço ocupa um imóvel centenário e conta com uma esplanada ao ar livre e capacidade para 60 pessoas internamente, além de uma sala para eventos.

O projeto é do arquiteto brasileiro Otávio de Sanctis, com foco em madeira e luz natural.

O cardápio será adaptado com ingredientes locais, incluindo peixes, frutos do mar e sobremesas híbridas.

Rogério Giudice liderará a cozinha, com uma equipe composta por brasileiros e portugueses.

O investimento é majoritariamente da família de Daniel, com 20% de um sócio brasileiro.

Com 32 milhões de turistas em Portugal, o empresário vê potencial para o Cantaloup e planeja expandir para a Espanha, possivelmente Sevilha.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Para celebrar os 30 anos do restaurante Cantaloup, o empresário Daniel Sahagoff deu início a uma expansão internacional. O primeiro destino é Lisboa, que não é mais só a porta de entrada na Europa, mas uma cidade multicultural, cheia de estrangeiros e com uma colônia de brasileiros significativa.

“Temos muitos clientes de São Paulo que moram aqui. Entre nosso público, esperamos também os brasileiros que passam por aqui para fazer turismo em outras cidades”, diz Sahagoff em conversa por telefone com o NeoFeed, da capital portuguesa, onde acompanha os últimos detalhes antes da inauguração.

O restaurante abre as portas na próxima quarta-feira, 15 de julho, em um formato diferente da casa do Itaim. A nova unidade fica no Chiado, um dos bairros mais tradicionais de Lisboa, conhecido pelo ambiente boêmio, pelas lojas charmosas e pelas ruas com vista para o rio Tejo. O Cantaloup ocupa um imóvel centenário que resistiu ao terremoto de 1755 e ao tsunami que devastaram parte da cidade.

Seu endereço é o aconchegante Largo do Picadeiro, uma praça entre os teatros São Carlos e São Luís, duas referências na vida cultural de Lisboa. É também vizinho dos restaurantes de José Avillez, chef português com duas estrelas Michelin no Belcanto e uma no vegetariano Encanto.

O Cantaloup lisboeta tem uma esplanada, como se chama o espaço ao ar livre em Portugal. “Nunca pensei em trabalhar em esplanada, mas, para a gente, foi uma surpresa muito bacana”, conta Sahagoff. “Temos 30 lugares ali embaixo de guarda-sóis, o que no verão vai ser um espetáculo.”

O restaurante tem ainda 60 lugares na parte interna e uma sala reservada que pode ser usada para eventos ou pode abrir no final de semana, quando há mais movimento.

Exausto com o tempo da obra, que se prolongou por um ano e quatro meses, Sahagoff desabafa: “Achei que seria mais fácil começarmos por Portugal, só que não. A parte das obras é igual ao Brasil, muito complicada. Falta mão de obra, falta material. E o que era uma obra curta se arrastou”.

A exemplo do restaurante paulistano, haverá muito verde e, futuramente, será aberto um jardim interno no andar superior com mais 20 lugares.

O projeto é do arquiteto brasileiro Otávio de Sanctis, autor também do Cantaloup Einstein e do Loup, outra casa do grupo. As cadeiras de madeira também vieram do Brasil e têm a assinatura de Arthur de Mattos Casas.

“Temos muita madeira no projeto e janelões, o que permite muita luz natural. E uma parte que me preocupou desde o início foi a construção da adega, que aqui eles chamam de garrafeira. Serão duas adegas com capacidade para mais de duas mil garrafas, onde dominam os rótulos portugueses, franceses, italianos e espanhóis”, diz o empresário. “Como espero um público de franceses, espanhóis e americanos, estou buscando diversidade para agradar as pessoas que não querem necessariamente vinhos portugueses.”

Sahagoff afirma não poder falar de investimento por razões contratuais. O investimento é basicamente do Cantaloup Brasil, com capital da família: “Temos 80% do negócio e os outros 20% são de um brasileiro”.

“Temos 80% do negócio e os outros 20% são de um brasileiro”, conta o empresário (Foto: Divulgação)

O Cantaloup lisboeta conta com duas adegas com capacidade para mais de duas mil garrafas (Foto: Divulgação)

Quanto ao cardápio, ele deu bastante liberdade para que a equipe criasse um menu local, com os melhores ingredientes que há em Portugal. Os peixes e frutos do mar, o bacalhau e o porco preto alentejano — aquele que se alimenta de bolotas. O resultado é “um contemporâneo com alma portuguesa”.

As sobremesas serão mais híbridas e contemplam receitas como o quindim e a panacota italiana. “Algo mais moderno” do que os doces conventuais. A faixa de preço é estimada entre € 70 e € 80 com vinho.

O brasileiro Rogério Giudice, que já residia em Lisboa, estará à frente da cozinha e da gerência operacional. Com ele, há dois subchefs brasileiros, Gabriella Ary e Armando Francatto, e ainda a chef pâtissière Isabela Randis, que também trabalhavam em Portugal.

A chefe do salão e o barman são portugueses. “Fomos seguindo indicações, pincelando e pegando pessoas que já estavam em cozinhas daqui”.

Quanto ao potencial do restaurante, o empresário cita o fato de Portugal ter recebido 32 milhões de turistas no ano passado. O número é significativo para um país pequeno, principalmente se comparado com o Brasil, o gigante latino-americano, que recebeu menos de 10 milhões no mesmo período.

Isso explica por que o Cantaloup segue a trilha de outros restaurantes brasileiros que foram para lá, como os cariocas Guimas e o Sult, que se instalaram em Cascais, e o japonês Omakase RI, que está em Lisboa e possui uma estrela Michelin.

Se tudo der certo, Sahagoff projeta estender seus domínios pela Península Ibérica: “Penso na Espanha como próximo passo. Não Madri, mas Sevilha”.



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