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domingo, agosto 9, 2026

Indústria do Brasil cresce em abril com demanda externa mesmo com guerra, mostra PMI

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SÃO PAULO, 4 Mai (Reuters) – A indústria ⁠brasileira se recuperou em abril e aumentou a produção ⁠pela primeira vez em um ano graças às novas encomendas de exportação, embora ‌a guerra no Oriente Médio tenha pressionado os preços de insumos e de venda, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira, ‌compilado pela S&P Global, subiu a 52,6 em abril, de 49,0 em março, atingindo o nível mais alto em 14 meses. A MARCA de 50 separa crescimento de contração.

‘Abril mostrou-se um mês de desempenho misto para o setor industrial do Brasil. Embora tenha havido um impulso bem-vindo nos volumes de produção, decorrente do aumento da demanda externa, isso foi em ⁠grande ‌parte compensado pela persistente fraqueza do mercado doméstico, e o total de novos pedidos voltou ⁠a cair’, destacou Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.

Os volumes de produção aumentaram em abril pela primeira vez em um ano e no ritmo mais forte desde março de 2025, em meio a uma demanda maior por determinados produtos — especialmente nos casos em que os clientes temiam novos ​aumentos de preços devido à guerra no Oriente Médio — e tentativas de reforçar estoques de contingência, segundo os dados qualitativos.

A melhora da demanda em abril se concentrou nos ​mercados externos, com a taxa de crescimento dos novos negócios de exportação chegando ao nível mais alto em um ano e meio.

As tarifas dos Estados Unidos ajudaram algumas empresas a acessar novos mercados, segundo reportado por entrevistados, com citações de ganhos na Argentina, Itália, México e Polônia, segundo a pesquisa.

No entanto, o total de novas encomendas registrou ‌declínio em abril pelo 13º mês seguido, com os participantes ​do levantamento citando desafios econômicos no mercado doméstico, pressões competitivas e fraqueza da demanda.

Os produtores brasileiros aumentaram o número de empregados pelo terceiro mês consecutivo, no ritmo mais forte desde fevereiro de 2025, com evidências ⁠de clara preferência por contratações em ​tempo integral, em vez ​de temporárias, para atender às necessidades do negócio.

Um dos fatores que sustentaram as contratações foi a recuperação das expectativas ⁠positivas em relação às perspectivas de crescimento, em ​meio à esperança de um fim para a guerra no Oriente Médio.

Em relação aos preços, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã elevou as taxas de inflação de insumos e ​de preços cobrados.

Os produtores de bens buscaram se proteger contra a escassez de materiais comprando itens adicionais em abril, mas enfrentaram pressões de custos ​que não eram vistas desde ⁠a pandemia de Covid-19. Com exceção desse período, a taxa de inflação foi a mais alta já registrada na pesquisa ⁠em meio à elevação dos preços de frete, combustível e petróleo e, subsequentemente, de vários outros materiais, devido ao conflito no Oriente Médio.

O mesmo aconteceu com os preços cobrados, mas ainda assim a taxa de aumento dos preços de venda ficou consideravelmente abaixo da dos custos de insumos, indicando que os fabricantes absorveram uma parcela significativa de seus custos adicionais.



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