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terça-feira, setembro 1, 2026

Fenati  se mobiliza  pela jornada nacional de 40 horas para profissionais de TI – ConvergenciaDigital

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais tramita no Senado Federal  e pode ser votada no último esforço concentrado antes das eleições de outubro. O texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e, caso isto também ocorra no Senado, segue para sanção do presidente da República. A discussão sobre o tema ganhou grande destaque nos últimos meses e o projeto conta com ampla aprovação de trabalhadores e trabalhadoras do País.

O Presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação, a Fenati, Emerson Morresi tem levantado a pauta constantemente em mesas de negociação com entidades patronais e empresas do setor, sobretudo nos estados e localidades em que a federação atua em parceria com seus sindicatos filiados.

Os profissionais de TI de São Paulo já possuem a jornada de 40 horas garantida em sua norma coletiva – que possui força de lei – desde 2011.  Quinze anos depois, a federação de TI segue avançando e junto a sindicatos locais, já garantiu as 40 horas semanais e a proibição da escala 6×1 na TI em estados como Mato Grosso, Maranhão e Paraná. Em Uberlândia (MG), cidade polo-tecnológica do Triângulo Mineiro, a jornada de 40 horas semanais também já é realidade para os trabalhadores de tecnologia. Emerson Morresi, no entanto, quer nacionalizar essas conquistas.

“Desde que nasceu, em 2008, a Fenati tem como prioridade número um transformar a realidade dos profissionais de TI. Ao longo dos últimos 18 anos, fizemos isso acontecer em vários estados e cidades. Mas para nós ainda é pouco: queremos, entre muitas outras coisas, o fim da escala 6×1 e a jornada de 40h para todos os profissionais de TI do Brasil”, defende o presidente da Fenati, que também o cargo de vice-presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

“O setor de tecnologia é o que mais cresce no Brasil e no mundo, e um dos nossos papéis centrais é garantir que trabalhadores e trabalhadoras, que são os verdadeiros responsáveis pelo crescimento do setor, sejam valorizados de acordo com a sua participação decisiva neste processo. Não recuaremos nem um milímetro nesse propósito”, complementa.


Participação nos Lucros

Além da busca por melhores salários e benefícios para a categoria, o pagamento, por parte das empresas, de uma Participação em Lucros e/ou Resultados (PLR) compatível com a realidade das companhias para os seus funcionários é uma das bandeiras da Fenati.

Em conjunto com os seus sindicatos filiados, a federação conquistou a obrigatoriedade de as empresas da categoria abrirem negociação para o pagamento de PLR aos seus funcionários em normas coletivas de sindicatos em diversos estados e cidades com protagonismo tecnológico.

“Nos últimos anos, as empresas de tecnologia acumulam recordes de lucros e os maiores responsáveis por isso são os profissionais de TI. Então, queremos que os trabalhadores e trabalhadoras que representamos tenham direito a uma fatia justa desse bolo”, defende Morresi.

Vida além do trabalho

A Fenati também atua para transformar a realidade da TI não somente em relação às condições de trabalho dos trabalhadores, mas no dia a dia de cada um deles. Para isso, lançou uma rede social pensada para os profissionais de tecnologia, a Bee Fenati. A plataforma, que já conta com mais de 35 mil usuários, oferece um ecossistema completo aos profissionais, entre eles uma academia digital de capacitação profissional que garante acesso a cursos e certificações internacionais de gigantes do mercado com a Cisco e a Oracle.

A Bee Fenati ainda possui parcerias com centenas de grandes marcas do mercado para que o profissional possa fazer suas compras diárias com descontos exclusivos e cashback’s, além de contar com uma ferramenta que ajuda o trabalhador a encontrar o emprego ideal com auxílio da inteligência artificial, entre muitas outras funcionalidades.

“Decidimos que só seria possível avançar no relacionamento com os trabalhadores se fôssemos além do nosso papel institucional primário, que é atuar nas mesas de negociação por melhores salários e benefícios nas normas coletivas da categoria. Queremos participar da rotina e da vida desses trabalhadores, seja ajudando-os a avançar na carreira, na busca por um emprego melhor ou nas suas compras do dia a dia”, acrescenta o presidente da federação de TI.

Atualmente, a Fenati conta com 17 sindicatos filiados em onze estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. O projeto da federação é prosseguir no seu processo de expansão, garantindo avanços para profissionais de tecnologia de todo o Brasil.



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