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terça-feira, agosto 11, 2026

BTG Pactual bate estimativas do mercado e alcança lucro recorde de R$ 5,1 bilhões

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No segundo trimestre, o BTG Pactual registrou um lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões, um aumento de 22,6% em relação ao ano anterior, superando as expectativas do mercado.

A receita total foi de R$ 10,4 bilhões, alta de 16% em relação ao ano anterior, com um retorno ajustado sobre o patrimônio (ROAE) anualizado de 26,7%.

A área de corporate lending e business banking destacou-se com receita recorde de R$ 2,5 bilhões, enquanto o investment banking teve uma queda de 46,1%, totalizando R$ 421,4 milhões.

A captação líquida foi de R$ 59 bilhões, com ativos sob gestão totalizando R$ 2,7 trilhões, um aumento de 24,6%. O índice de eficiência ajustado caiu para 37,1%. O patrimônio líquido do banco atingiu R$ 79,5 bilhões, e o Índice de Basileia foi de 16%.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Num período marcado por um cenário geopolítico e macroeconômico doméstico incerto e volátil, situação que não parece que irá se dissipar tão cedo, o BTG Pactual fechou o segundo trimestre batendo recorde nas linhas de lucro e receita.

O maior banco de investimento da América Latina informou na terça-feira, 11 de agosto, que registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões no segundo trimestre, avanço de 22,6% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado veio acima da média das projeções colhidas pela Bloomberg, que apontava para um lucro de R$ 4,86 bilhões no segundo trimestre.

A receita total alcançou R$ 10,4 bilhões, alta de 16% em base anual. Já o retorno ajustado sobre o patrimônio (ROAE) anualizado fechou o trimestre em 26,7%, acima dos 26,6% apurados no primeiro trimestre. Ele também está acima da expectativa para o ano – o banco sinaliza que espera que o indicador fique “acima de 25%” de forma sustentada.

O destaque do período foi a área de corporate lending e business banking. A divisão alcançou receita recorde de R$ 2,5 bilhões, alta de 19% na comparação anual, puxada pela expansão da carteira.

O portfólio de crédito cresceu 21% em relação ao mesmo período do ano anterior, puxado por diferentes geografias e grandes empresas, com o BTG Pactual reduzindo a exposição em pequenas e médias empresas.

Por outro lado, a área de investment banking (IB) fechou o segundo trimestre com queda de 46,1% em base anual, para R$ 421,4 milhões.

Apesar da receita que conseguiu ao ser o único participante da América Latina no sindicato do IPO da SpaceX, o banco foi prejudicado pela situação do mercado de dívida, com os resgates desacelerando a aquisição de novos papéis. A situação fez com que a receita da área caísse 33% na comparação com o primeiro trimestre.

Além disso, o IB do BTG Pactual registrou no segundo trimestre de 2025 o melhor resultado da história, com receita recorde na parte de M&As, afetando a comparação anual.

A área de sales & trading do BTG Pactual, que inclui corretagem e operações de mercado, apresentou receitas de R$ 1,9 bilhão, estável na comparação anual. O VaR médio (medida de perda percentual de uma carteira de investimentos) recuou dos 0,32% do primeiro trimestre para 0,22%, por conta da gestão conservadora do banco na tomada de risco.

A captação líquida no segundo trimestre totalizou R$ 59 bilhões, com o banco encerrando o período com R$ 2,7 trilhões em ativos sob gestão e administração (AuM/WuM), alta de 24,6%.

A parte de asset management registrou R$ 1,4 trilhão em ativos sob gestão e administração (AuM/AuA) no segundo trimestre, crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2025, com a captação líquida (NNM) atingindo R$ 29,4 bilhões. A expansão do AuM e do AuA, combinado com maiores receitas de taxa de administração, fez com que a receita somasse R$ 793,5 milhões, alta de 27%.

Em wealth management e personal banking, o BTG Pactual registrou receita de R$ 1,4 bilhão, alta de 16,8% em base anual, impulsionada pelo crescimento de ativos. O NNM somou R$ 29,1 bilhões, com a unidade encerrando o período com R$ 1,3 trilhão em ativos sob gestão, aumento de 24%.

Novidade no balanço do BTG Pactual a partir deste ano, a parte de consumer finance e banking fechou o segundo trimestre com receita de R$ 1,5 bilhão, aumento de 37% em relação ao primeiro trimestre. A carteira de crédito somou R$ 78,2 bilhões, crescimento de 6,2% em base trimestral, graças ao crédito consignado privado.

No segundo trimestre, o banco passou a consolidar a participação de 48% da Meu Tudo, plataforma digital de crédito voltada para o consignado privado e do INSS, transação que foi concluída em abril.

O índice de eficiência ajustado, a relação entre as despesas e as receitas, recuou para 37,1% no segundo trimestre, abaixo dos 38,1% apurados nos primeiros três meses do ano e dos 38,5% do mesmo período do ano passado.

O BTG Pactual fechou o segundo trimestre com um patrimônio líquido de R$ 79,5 bilhões, alta de 25% em base anual, com os ativos totais somando R$ 925,2 bilhões, aumento de 41%.

O Índice de Basileia atingiu 16% no segundo trimestre, acima dos 15,9% do primeiro trimestre, mas abaixo dos 16,2% do mesmo trimestre de 2025.

As units do BTG Pactual fecharam o pregão de segunda-feira, 10 de agosto, com queda de 0,09%, a R$ 53,86. No ano, os ativos acumulam alta de 3,2%, levando o valor de mercado a R$ 210 bilhões.



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