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A Atlântica D’Or, joint venture da Rede D’Or e Bradsaúde, anunciou a incorporação do Hospital Biocor, em Nova Lima, Minas Gerais, aumentando seu portfólio para sete unidades no Brasil. A Atlântica pagou R$ 130 milhões para adquirir 49,99% do hospital, que possui 320 leitos, sendo 30 de UTI.
A Rede D’Or, que já controlava o Biocor, agora detém 50,01% da unidade. A gestão médica permanece com a família Moll. A expansão da Atlântica D’Or está alinhada com sua estratégia de investir na saúde por meio de parcerias.
O grupo planeja inaugurar novos hospitais em Ribeirão Preto e Taubaté até dezembro e um em Sorocaba até 2028. A holding, criada em agosto de 2024, busca crescer além de São Paulo e Rio de Janeiro, e já alcançou resultados financeiros rápidos em suas operações. As ações da Rede D’Or caíram 12% na B3, enquanto a Bradsaúde teve alta de 24% em 2026.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Atlântica D’Or, holding de gestão hospitalar formada pela Rede D’Or e Bradsaúde, vai aumentar de tamanho. As duas companhias anunciaram nesta quarta-feira, 2 de setembro, a entrada do Hospital Biocor, em Nova Lima, Minas Gerais no portfólio do grupo.
Pela transação, a Atlântica Hospitais, controlada pela Bradsaúde, vai pagar R$ 130 milhões para adquirir 49,99% da unidade hospitalar mineira à própria Rede D’Or, que já era controladora do hospital e que agora ficará com 50,01% de participação acionária.
Unidade de alta complexidade inaugurada em 1985, o hospital mineiro tem 320 leitos, sendo 30 de UTI. A Rede D’Or comprou 51% participação do Biocor em abril de 2021 e, em junho deste ano, adquiriu os 49% restantes.
Agora, ele faz o movimento inverso com seu sócio na Atlântica D’Or e repassa a participação, pelo mesmo valor que pagou. A gestão médica do hospital de Nova Lima segue sob responsabilidade da companhia da família Moll.
“A expansão da parceria com a Rede D’Or está alinhada com a estratégia da Atlântica de investir na cadeia de valor do setor de saúde por meio de parcerias com players estabelecidos na operação de hospitais”, diz a Bradsaúde, em fato relevante.
A gestão médica do hospital segue sob responsabilidade da companhia da família Moll. Com a operação, a Atlântica D’Or passa a ter sete hospitais em operação desde que a holding foi criada, em agosto de 2024.
Atualmente, o grupo controla o São Luiz Guarulhos, o São Luiz Alphaville, o Macaé D’Or, o Glória D’Or, o São Luiz Campinas e a Maternidade São Luiz Star.
Mas a perspectiva é que esse número cresça ainda neste ano. O grupo deve inaugurar, até dezembro, os hospitais em Ribeirão Preto e Taubaté. Em março deste ano, a rede anunciou o projeto de um hospital em Sorocaba, que deve ser entregue em 2028.
Desta forma, a Atlântica D’Or amplia suas operações além do horizonte de São Paulo e do Rio de Janeiro, estado em que o grupo D’Or foi criado. Será a primeira atuação da holding em Minas Gerais.
Em entrevista ao NeoFeed em novembro do ano passado, o CEO da Rede D’Or, Paulo Moll, falou do plano de expansão da joint venture e da rapidez no crescimento da receita das unidades, em um ritmo até maior do que a companhia fundada por seu pai, em 1977.
“De uma forma geral, o breakeven de um hospital demora mais de um ano. Na Rede D’Or, alcançamos em seis meses. Nos três hospitais inaugurados dentro do guarda-chuva da Atlântica D’Or, conseguimos em menos de dois meses”, disse, na ocasião.
Ele se referia aos três primeiros – Guarulhos, Alphaville e Macaé – que foram projetos greenfield e construídos do zero. Os demais foram incorporados à rede.
O ponto-chave para que os hospitais da holding alcancem rapidamente os resultados e possam se pagar estão a carência de leitos de referência de ponta nas regiões em que os hospitais foram construídos.
Outra questão relevante é o fato de que as unidades passaram a ter, desde o início das operações, a inclusão do credenciamento do Bradesco Seguros e da SulAmérica, operadora comprada pela Rede D’Or em 2022.
No acumulado do ano, as ações da Rede D’Or registram queda de 12% na B3. A companhia tem valor de mercado de R$ 79,5 bilhões. A Bradsaúde, que vale R$ 7,6 bilhões, acumula alta de 24% em 2026.




