O ecossistema de telecomunicações e radiodifusão registrou 540 mil postos de trabalho ativos em 2025, ante 544 mil em 2024. Com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2025, o ecossistema foi responsável por aproximadamente 1% do total de vínculos formais no Brasil. Os dados são do estudo “Postos de Trabalho no Ecossistema de Telecomunicações e Radiodifusão: uma análise sobre o período 2021-2025”, publicado nesta sexta-feira (12/06) no portal da Anatel.
O levantamento – realizado pelos servidores Marcelo Monteiro, David Barreto e Amanda Aline Carvalho a pedido do conselheiro Octavio Pieranti – mostra que o segmento de Telecomunicações consolidou-se como o maior empregador do ecossistema, expandindo sua força de trabalho de 260.856 postos em 2021 para 284.558 em 2025.
Os demais segmentos registraram em 2025 os seguintes volumes de emprego formal: Comércio de equipamentos (desde grandes distribuidores até pequenos varejistas de equipamentos de telefonia e comunicação) com 97.096 postos; Radiodifusão com aproximadamente 75 mil vínculos (especificamente 75.526); Infraestrutura com 63.343; Suporte e Manutenção com 13.587; e o segmento da Indústria com o menor montante, totalizando 5.757 postos.
Dentro do núcleo de Telecomunicações, o serviço de Banda Larga Fixa liderou a expansão de postos, saltando de 96.219 em 2021 para 132.612 em 2025. As Telecomunicações sem fio registraram quedas nos anos de 2022 a 2024 em relação ao ano de 2021, mas um forte crescimento em 2025, atingindo 42.621 postos. Em contrapartida, o serviço de Telefonia Fixa sofreu um declínio acentuado, caindo de 47.714 vínculos em 2021 para apenas 34.546 postos ao final de 2025.
Na composição etária e de paridade de gênero, os dados de 2025 revelam duas realidades geracionais distintas e uma marcante disparidade entre homens e mulheres. O segmento de Telecomunicações é predominantemente jovem, concentrando 72,2% de seus vínculos em profissionais de até 39 anos, ao passo que a Radiodifusão apresenta um perfil significativamente mais sênior, com 53,1% dos trabalhadores situados entre 30 e 49 anos e 28,8% possuindo 50 anos ou mais.
Quanto ao gênero, observa-se uma forte predominância masculina em todo o ecossistema, com os homens ocupando 65% dos postos de trabalho (349.882 vínculos) frente a apenas 35% de participação feminina (189.985 vínculos) — proporção exata que se replica de forma idêntica quando isolado apenas o segmento de Telecomunicações (186.029 homens versus 98.529 mulheres).
Ao falar sobre o levantamento, o conselheiro Octavio Pieranti,reiterou que a agência vai ficar à frente do tema. “A Agência, há muitos anos, havia deixado de fazer esse acompanhamento, o que é um erro. Essa é uma informação básica sobre o setor, que serve de subsídios para a formulação de políticas públicas pelos órgãos competentes e para ações regulatórias estabelecidas pela Anatel. Com esse estudo, voltamos a olhar esse tema”, sustentou.




