O Nordeste concentra quase metade das escolas atendidas pelo programa Aprender Conectado, iniciativa realizada pela Entidade Administradora da Conectividade das Escolas (Eace). Das mais de 28 mil unidades com atendimento concluído, 12.330 estão na região, o equivalente a aproximadamente 48,1% do total. O Norte aparece na sequência, com 7.355 escolas, seguido pelo Sudeste, com 3.628; pelo Sul, com 1.773; e pelo Centro-Oeste, com 525.
De acordo com Flávio Santos, diretor geral do programa, mais do que estabelecer um ranking regional, os números ajudam a compreender onde a conectividade escolar avançou e reforçam a importância de levar infraestrutura digital a localidades com diferentes características geográficas e desafios de acesso.
“A expansão da conectividade precisa chegar primeiro a quem historicamente teve menos acesso a essa infraestrutura. Por isso, Norte e Nordeste concentram uma parcela significativa das conexões. São regiões em que os desafios, inclusive geográficos, tornam a implantação mais complexa, mas é justamente nesses territórios que esse avanço pode fazer a maior diferença”, explica o gestor.
Grandes distâncias e desafios de acesso
Na Região Norte, os desafios de conectividade são ainda mais marcados pelas particularidades geográficas do território. Grandes distâncias entre os municípios, a predominância de áreas de difícil acesso e as condições de transporte, energia e comunicação tornam a implantação mais complexa. Nesse cenário, levar internet às escolas exige planejamento e soluções adaptadas às características e limitações de cada território.
Um exemplo são as localidades onde a rede elétrica convencional ainda não alcança todas as comunidades ou enfrenta dificuldades de manutenção. Nesses casos, os geradores solares se tornam uma alternativa para garantir o funcionamento da infraestrutura de conectividade nas escolas. O programa Aprender Conectado já instalou geradores solares em 1.573 escolas, das quais 1.513 estão no Norte do país. A concentração de cerca de 96% das instalações na região reflete também as desigualdades históricas no acesso à infraestrutura e aos serviços básicos.




