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sexta-feira, julho 17, 2026

Malafaia nega irregularidades após ser alvo da PF: ‘Vão ter que me prender pra me calar’ | Política

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O pastor evangélico Silas Malafaia negou nesta quarta-feira (20) ter colaborado com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para coagir autoridades. Ele foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito que investiga a atuação do parlamentar nos Estados Unidos para incentivar sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e tentar evitar o avanço do processo contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu tenho conversado com amigos e conversas particulares não interessa a ninguém. Que país é esse que vaza conversas minhas, particulares, como se eu instruísse Eduardo, ‘faz assim’, ‘faz assado'”, disse o pastor a jornalistas, após a operação da PF. “Que democracia é essa? Eu não vou me calar. Vai ter que me prender pra me calar.”

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Segundo as investigações, Malafaia atuava “na definição de estratégias de coação e difusão de narrativas inverídicas”. Os investigadores tiveram acesso a conversas em que o pastor avisa a Bolsonaro que postaria um vídeo nas redes sociais defendendo sanções a ministros do STF. Em outro trecho, ele critica a atuação Eduardo, o chamando de “babaca” e “inexperiente”.

Ao autorizar a operação, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que os diálogos mostram que Silas “exerce papel de liderança nas ações planejadas pelo grupo investigado que tem por finalidade coagir os ministros do STF e outras autoridades brasileiras, com claros atos executórios no sentido de coação no curso do processo.”

O pastor foi abordado pela PF no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao chegar de Lisboa. Ele teve os celulares apreendidos, está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados.

Ex-presidente Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia em manifestação em Brasília, em maio — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil



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