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quinta-feira, agosto 27, 2026

Lula pede que Trump ‘não dê palpite’ no Brasil porque ‘aqui cuidamos nós’ | Política

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Brasil e disse que ele não deve dar palpite em assuntos nacionais. Trump tem pressionado o Brasil a recuar do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, impôs um tarifaço que atingiu as exportações brasileiras e vem sancionando autoridades do país com outras medidas.

“A palavra correta não é governar, é cuidar. Eu quero cuidar desse país. Por isso que o presidente americano não dê palpite aqui, porque aqui cuidamos nós”, afirmou Lula nesta quinta-feira (21), durante evento em Sorocaba (SP). Presidente

O presidente disse ainda que governar dando oportunidades para todos “é construir um país chamado soberano”, evocando a temática da soberania nacional, uma de suas estratégias na reação à investida dos EUA.

Lula participou em Sorocaba da entrega de novas unidades odontológicas móveis, em evento na empresa Flash Engenharia, que faz a adaptação dos veículos especiais. Segundo o governo, as unidades receberam investimento de R$ 152 milhões do Novo PAC Saúde, fazem parte da retomada do programa Brasil Sorridente e serão destinadas a 400 municípios, atendendo 1,4 milhão de pessoas em regiões rurais e isoladas.

Lula fez um discurso sobre a importância de políticas públicas de saúde dental, dizendo que a área foi negligenciada por outros governos e é tratada por ele como uma prioridade, por ser uma questão fundamental para a saúde física, a autoestima e a qualidade de vida das pessoas.

“O que nós queremos é provar que é possível tratar esse povo com o mínimo de decência e respeito. Mas tem gente que não gosta disso”, disse, afirmando que políticas de inclusão social são criticadas porque “os banqueiros” são contra “gastar dinheiro com pobre”.

Ao criticar adversários políticos que defendem a privatização de empresas públicas, o presidente disse que “o Estado tem que ter finalidade, e a finalidade do Estado é cuidar de todos”. “Eles querem privatizar empresa pública. Eu quero que a empresa pública sirva o público, que nem o Banco do Brasil faz, que nem a Caixa Econômica.”

Os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), prefeitos de algumas cidades beneficiadas, deputados do PT e outras autoridades participaram do evento. Padilha exaltou as ações do governo na área, dizendo que o Brasil tem hoje o “maior programa de saúde pública bucal do mundo”, com 33 mil equipes odontológicas do Brasil Sorridente pelo país. “Infelizmente, o governo anterior deixou de lado, não investiu”, afirmou o ministro em crítica a Bolsonaro.

“Um mandato do Lula incomodou muita gente. Dois mandatos incomodaram muito mais. Três mandatos, muito, muito mais. Imagina se tiver o quarto mandato, como é que eles vão ficar. Então, se preparem, porque tem coisa aí para a frente”, disse Lula ao concluir o discurso.

De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta, Lula lidera todos os cenários simulados para a eleição presidencial de 2026. Ele também abriu uma distância sobre todos os adversários em eventual segundo turno. Os números estão mais favoráveis a Lula no atual levantamento do que no anterior, de julho, quando ele empatava no segundo turno com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A Quaest também mostrou nesta semana que a imagem do governo manteve a tendência de recuperação. A desaprovação do governo hoje é de 51%, ante 53% em julho. Já a aprovação chegou a 46%, acima dos 43% de um mês atrás. A avaliação do governo é negativa para 39% dos entrevistados, ante 40% em julho. Já 31% fazem uma avaliação positiva, fatia superior aos 28% registrados na rodada anterior. A avaliação regular passou de 28% para 27%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), que é opositor de Lula e foi vaiado durante solenidade com o petista no mesmo local, em março, não compareceu desta vez. Segundo sua assessoria, o prefeito estava em compromisso fora do município, marcado antes do anúncio da presença de Lula. Foi a terceira vez, em seis meses, que o presidente viajou à cidade.



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