Ferramenta de inteligência artificial está apoiando a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais para decidir que rodovias asfaltar e para adequar rotas e o número de ônibus em circulação. Em palestra no SECOP 2026, Pedro Calixto, secretário-adjunto de Infraestrutura e Mobilidade do governo do Estado de Minas Gerais, destacou que inserir a camada de dados em um setor tão tradicional como o da infraestrutura tem sido um divisor de águas.
Responsável por 22 mil km de rodovias que geram dados, a secretaria tinha o desafio de solucionar o fato de dados isolados não gerarem inteligência. Para desenvolver tecnologia, trabalhou em quatro verticais, com os sistemas como a base dos dados, e a criação de data lake como repositório de dados para todos os sistemas. O Power BI é usado para tomada de decisões.
“Nossa tese principal é criar governança e estrutura para surfar na onda da IA”, apontou. O primeiro passo foi o desenvolvimento de uma camada tecnológica em cima da infraestrutura e o desenvolvimento de uma série de sistemas para dar suporte.
Com a base de dados criada – o data lake DER –, 25 sistemas foram mapeados, incluindo externos como o Waze, usado para reportar incidentes nas estradas. “Melhoramos a resposta na rodovia através dos dados para saber, por exemplo, onde o próximo buraco pode acontecer. O dado que foi gerado dentro do sistema vai gerar concreto e asfalto”, assinalou.
A IA foi aplicada ao desenvolvimento de sistemas para melhorar a eficiência no processo. Também foi implementada a governança para avançar com padronização. “Como resultados, tivemos 10% em ganho de produtividade no desenvolvimento das soluções e 25% de itens entregues, de 8 para 10 itens por sprint”, enumerou. “Implementamos IA para melhorar o processo interno de desenvolvimento, mas o saldo que queremos tirar é pegar o sistema estruturado, a base de dados estruturada, a inteligência de dados que temos para automatizar e transformar em ganho para o cidadão”, acrescentou.
A ideia é prever o próximo buraco, estimar melhor a quantidade de ônibus para colocar nas rotas, entendendo quais são os dias e horários mais críticos. “O maior ativo é a confiança nos dados, porque a IA começa com dados confiáveis. Transformamos isso em asfalto e melhoria para o cidadão”, concluiu.




