O Banco do Brasil concluiu a modernização tecnológica de mais de 43 mil caixas eletrônicos distribuídos pelo país, em um projeto que padronizou uma das maiores infraestruturas bancárias do mundo e permitiu acelerar em até cinco vezes a entrega de novas aplicações, além de reduzir em até 74% o tempo de desenvolvimento de software. A iniciativa foi implementada com soluções da SUSE e reforça um movimento crescente do setor financeiro em direção à automação, ao código aberto e à maior eficiência operacional.
A transformação ocorre em um momento em que instituições financeiras precisam conciliar a evolução acelerada dos serviços digitais com a operação de uma infraestrutura física que continua essencial para milhões de brasileiros. Com aproximadamente 88 milhões de clientes no Brasil e no exterior, o Banco do Brasil buscava ampliar a agilidade, a padronização e a segurança de um ambiente responsável por suportar serviços financeiros críticos em larga escala, incluindo plataformas como o PIX.
Antes da modernização, a instituição operava em um ambiente composto por diferentes sistemas operacionais, o que aumentava a complexidade de gerenciamento, dificultava a evolução das aplicações e ampliava o esforço das equipes de tecnologia. A adoção do SUSE Linux Enterprise Server e do SUSE Linux Enterprise Desktop criou uma base única para o desenvolvimento e a operação dos sistemas críticos, simplificando processos, aumentando a produtividade e reduzindo falhas durante o desenvolvimento de aplicações.
Como parte da modernização, o banco também implementou um processo automatizado de implantação de software utilizando o SUSE Open Build Service (OBS), reduzindo etapas manuais e garantindo maior padronização na distribuição das aplicações para toda a rede de caixas eletrônicos.
“Com as soluções da SUSE, conseguimos criar um pipeline automatizado de deployment. Os desenvolvedores do BB não enfrentam mais o que é conhecido como ‘dependency hell’. Eles simplesmente enviam seu código, e o OBS automaticamente o empacota para deployment”, explica Berthonio de Medeiros Lucena, gerente de TI do Banco do Brasil.
Além dos ganhos de produtividade, a modernização tornou possível evoluir continuamente os softwares instalados em equipamentos com ciclos de vida superiores a uma década, prolongando o uso dos caixas eletrônicos sem a necessidade de substituições frequentes de hardware.
Ao utilizar o SUSE Open Build Service e o SUSE Linux para desenvolver e manter o software dos equipamentos, o Banco do Brasil também fortaleceu a segurança da cadeia de fornecimento de software de sua infraestrutura de ATMs. A padronização garante um ambiente mais seguro, verificável e consistente para a operação de milhares de dispositivos distribuídos por todo o país.
O projeto acompanha uma tendência crescente no setor financeiro de adoção de tecnologias de código aberto para ampliar a soberania digital, reduzir a dependência de fornecedores, aumentar a flexibilidade operacional e acelerar a entrega de novas capacidades em ambientes considerados críticos para o funcionamento das instituições.
“Projetos como o do Banco do Brasil demonstram como é possível modernizar infraestruturas críticas em larga escala sem interromper as operações. Ao longo desse processo, padronização e automação tornam-se essenciais para acelerar o desenvolvimento e garantir a segurança dos serviços”, afirma Marcos Lacerda, presidente da SUSE América Latina.




