
Quase uma década após desembarcar no Brasil ao investir em uma sociedade com Amaggi e Louis Dreyfus Company no Tegram (Terminal de Grãos do Maranhão), a gigante japonesa Zen-Noh acaba de adquirir 30% do grupo goiano Cereal, fortalecendo a capacidade de originação de grãos.
Sediado no município goiano de Rio Verde, o grupo brasileiro faturou R$ 5,2 bilhões (o equivalente a US$ 1 bilhão) no ano passado.
Fundado em 1981 por Evaristo Lira Barauna, o grupo exibe uma posição financeira sólida, um trunfo nos tempos de hoje.
Em dezembro, a dívida líquida do Grupo Cereal era de apenas R$ 18,4 milhões — graças a uma posição de caixa de R$ 1,8 bilhão. O grupo é um emissor frequente do mercado de capitais, com uma exposição de R$ 1,5 bilhão em CRAs.
Pelos termos da transação com os japoneses, família Barauna seguirá no controle, com 70% da companhia. O fundador ocupa a presidência do conselho de administração do Grupo Cereal. Adriano Barauna, filho do Evaristo, atua como CEO.
“Essa parceria honra o legado construído por nossa família e abre novas oportunidades para investir, crescer e atender ainda melhor nossos clientes. Seguimos em frente com a mesma cultura e a mesma gestão familiar profissional de sempre”, afirmou o CEO, em comunicado.
Em quatro décadas, o grupo goiano cresceu e diversificou suas operações, saindo de corretora de grãos para se tornar uma empresa que atua na industrialização de produtos agropecuários — produzindo farelo de soja, óleo bruto e ração animal, exportação de grãos, venda de insumos agrícolas e transporte de cargas em geral.
“A família Barauna construiu uma organização altamente respeitada e reconhecida. Os valores, reputação e visão de longo prazo para os negócios fazem dela a parceira ideal para criarmos, juntos, novas oportunidades no Brasil e no exterior”, afirmou Ricardo Capone, presidente da Zen-Noh Brasil, em comunicado.
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O Grupo Cereal é assessorado pelo Rabobank e pela Alianzo. A Zen-Noh Global é assessorada pela Deloitte, Santos Neto Advogados e SL Process.
A conclusão do acordo está sujeita à aprovação das autoridades regulatórias competentes e ao cumprimento das condições precedentes exigidas para transações desse tipo.




