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sexta-feira, junho 26, 2026

SLC desbanca Bom Futuro e leva terras da Radar por R$ 1,85 bi

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A SLC vai ficar com os 41 mil hectares da Radar em Mato Grosso. BH

A empresa informou, por meio de fato relevante, que exerceu “de forma irrevogável e irretratável” o direito de preferência para a aquisição da totalidade da área colocada à venda pela joint venture entre a Cosan e a firma de investimentos americana Nuveen.

A transação foi fechada por R$ 1,85 bilhão — valor que havia sido ofertado pelo Grupo Bom Futuro, de Eraí Maggi, conforme antecipou The AgriBiz.

A SLC, no entanto, tinha o direito de preferência pelas áreas porque possui um contrato de arrendamento com a Radar para operar 17,6 mil hectares da área total agricultável, de 28,8 mil hectares.

A SLC depositará um sinal de R$ 700 milhões em conta escrow em até cinco dias úteis — o valor será corrigido por 100,25% do CDI depois de cinco dias úteis contados a partir de 28 de maio de 2026. O saldo restante, de R$ 1,15 bilhão, deverá ser pago na data de assinatura das escrituras, o que deverá acontecer até 30 de outubro.

As fazendas ficam em Mato Grosso, em uma área nobre na região dos municípios de Campo Novo do Parecis e Diamantino. Considerando o valor da saca de soja a R$ 105, a transação saiu por 427 sacas por hectare — um valor considerado atrativo sob o ponto de vista dos compradores, difícil de recusar mesmo em um momento em que a SLC buscava a desalavancagem.

No ano passado, a SLC fez duas grandes aquisições, chegando a R$ 1,7 bilhão em M&As. No primeiro trimestre de 2026, a relação entre dívida líquida e Ebitda subiu para 2,72 vezes, ante 1,97 vez ao final de 2025.

Diante da alavancagem, a SLC preferia não adquirir as fazendas da Radar neste momento, mas a oferta da Bom Futuro criou uma urgência, além de uma celeuma jurídica.

A proposta do grupo liderado por Eraí Maggi previa a aquisição do pacote completo, sem distinção de valor entre as diferentes fazendas oferecidas pela Radar em Mato Grosso.

Nas últimas semanas, a Radar insistiu que o direito de preferência da SLC deveria ser exercido pelo pacote todo, e não apenas pelas fazendas que já arrendava — pretensão inicial da companha da família Logemann.

Sem uma jurisprudência clara, a SLC não teve alternativa. Diante da tentativa de xeque da Bom Futuro, Logemann respondeu com xeque mate

A operação deverá passar por avaliação do Cade.

As ações da SLC operam em relativa estabilidade hoje na B3. Por volta das 10h30, subiam 0,30%, cotadas a R$ 13,34. A empresa está avaliada em R$ 6,6 bilhões na Bolsa.



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