Os produtores de ovos da Europa Oriental estão em alerta máximo diante das crescentes perdas provocadas por uma nova onda de Gripe Aviária Altamente Patogênica (IAAP) e pela doença de Newcastle. Com milhões de galinhas poedeiras abatidas na Polônia nos últimos meses, entidades do setor alertam varejistas e consumidores para que se preparem para uma oferta restrita e preços mais altos.
O tamanho do impacto nos plantéis
Desde o início do ano, cerca de 10 milhões de aves foram abatidas no país devido a surtos sanitários, de acordo com dados da Inspeção Veterinária Geral da Polônia.
Paweł Podstawka, presidente da Federação Nacional de Criadores de Aves e Produtores de Ovos, destaca que os números sobre a postura são preocupantes:
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Aves afetadas: Apenas este ano, a gripe aviária atingiu 4,88 milhões de galinhas poedeiras.
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Impacto no plantel: Em uma população nacional de 38 a 42 milhões de poedeiras, as perdas representam cerca de 12% da capacidade produtiva do país.
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Déficit de produção: Como uma galinha produz em média de 300 a 330 ovos por ano, o mercado polonês deixará de receber entre 120 e 135 milhões de ovos por mês.
Projeções e reflexos na indústria
Representantes do setor estimam que as perdas acumuladas de galinhas poedeiras alcancem entre 5,5 milhões e 6 milhões de aves até o final do ano.
A restrição na oferta deve manter os preços elevados, acirrando a disputa pelo insumo entre o varejo e as indústrias de processamento. Podstawka alerta para desdobramentos em toda a cadeia:
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Escassez industrial: Riscos de desabastecimento de ovos voltados para processamento.
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Alta em derivados: Produtos como ovo em pó e derivados ficarão mais caros.
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Necessidade de importação: O país precisará recorrer ao mercado externo para suprir a demanda interna.
Impacto diferenciado: Poedeiras x Frangos de corte
A dinâmica das doenças afeta os segmentos avícolas de maneiras distintas:
Apesar de a crise atual ser mais severa no setor de postura, a avicultura de corte também está sob risco. Com a maior frequência de surtos nas granjas polonesas, o setor não descarta um encarecimento no preço da carne de frango e a imposição de novas restrições sanitárias em importantes mercados internacionais de exportação.
Fonte: Poultry World




